O Palmeiras avançou decididamente no mercado para garantir aquele que Abel Ferreira considera o reforço ideal para a zaga em 2026. A diretoria alviverde conseguiu um trunfo importante nos bastidores: o “sim” de Nino. O zagueiro, campeão da Libertadores pelo Fluminense e atualmente no Zenit, aceitou os termos pessoais e o projeto esportivo para retornar ao Brasil e vestir a camisa do Verdão. No entanto, o que parecia um caminho livre encontrou uma barreira financeira robusta na Rússia.
O Zenit não está disposto a facilitar a saída de seu titular no meio da temporada europeia e fixou um preço alto para liberar o atleta imediatamente: € 12 milhões (cerca de R$ 75 milhões).
A negociação vive um momento de “cabo de guerra”. Enquanto o Palmeiras tenta baixar a pedida ou estruturar o pagamento, os russos mantêm a postura rígida. O Zenit entende que Nino é um ativo valorizado, com contrato longo (até junho de 2028), e só aceita abrir mão dele agora se o valor for pago integralmente.
Caso o Verdão não chegue ao número mágico, o clube de São Petersburgo sinaliza que só aceitaria retomar as conversas de forma mais flexível na janela de junho, algo que vai contra a urgência de Abel, que deseja o defensor “para ontem” visando o calendário pesado do primeiro semestre.
Por Que Nino no Palmeiras? A Busca pelo Líder Pronto
A insistência do Palmeiras em Nino não é aleatória; é estratégica. O clube não busca apenas um zagueiro para compor elenco, mas sim uma liderança técnica capaz de iniciar a transição de eras na defesa. Com Gustavo Gómez sendo a referência máxima e Murilo consolidado, a chegada de Nino serve a três propósitos:

- Sucessão de Liderança: Nino tem perfil de capitão (status que carregava no Fluminense) e é visto como o nome ideal para herdar a braçadeira de Gómez no futuro.
- Nível Técnico Imediato: Diferente de uma aposta, ele entrega performance de elite desde o primeiro dia, fundamental para “jogos grandes”.
- Profundidade de Luxo: Com a saída de Micael (emprestado ao Inter Miami), o elenco ficou curto. Nino chega para brigar por titularidade real, elevando a competição interna.
A Muralha Russa e o Plano B
A resistência do Zenit é pautada em contrato e calendário. O clube russo está no meio da temporada e perder um titular exige reposição imediata. Para o Palmeiras, pagar R$ 75 milhões em um zagueiro é um investimento pesado, mas que a diretoria considera justificável pela qualidade do alvo. No entanto, o clube trabalha com cenários.
Se o Zenit não ceder, o Palmeiras terá que decidir entre esperar até junho (correndo riscos defensivos no Estadual e fase de grupos da Libertadores) ou ativar um “Plano B”. Nos bastidores, nomes como Igor Julio, que atua na Europa, também são monitorados como alternativas caso a operação Nino trave definitivamente nos valores.
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Trazer Nino é um movimento de quem não quer perder a hegemonia. O Palmeiras sabe que o ciclo de Gustavo Gómez, embora ainda vitorioso, está mais perto do fim do que do começo. Contratar Nino agora é garantir que a defesa não sofra um vácuo de liderança quando o paraguaio sair ou cair de rendimento.
Pagar R$ 75 milhões parece caro? Sim. Mas caro mesmo é perder títulos por falha defensiva ou falta de reposição. O Palmeiras está certo em mirar no topo. Se conseguir dobrar o Zenit, fecha a zaga mais forte do continente. Se não, mostra ao mercado que tem dinheiro e alvo definido, o que já coloca pressão nos rivais.