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Austin oferece R$ 51 milhões por Facundo Torres ao Palmeiras

O Palmeiras está prestes a fazer uma movimentação importante para destravar o seu planejamento de elenco para 2026. O clube recebeu uma proposta oficial do Austin FC, da MLS, para vender o atacante uruguaio Facundo Torres. A oferta gira em torno de US$ 9,5 milhões (cerca de R$ 51 milhões) e foi recebida com otimismo na Academia de Futebol.

Embora o valor seja inferior ao que foi pago para tirá-lo do Orlando City no ano passado, a diretoria alviverde enxerga o negócio como uma oportunidade de ouro para “limpar” a folha salarial, reduzir o inchaço no setor ofensivo e ganhar fôlego financeiro para atacar o mercado em busca de um protagonista incontestável.

As conversas estão em andamento e há uma sinalização de que o acordo pode avançar rapidamente. O pragmatismo impera nos bastidores: Facundo Torres, contratado com status de estrela em 2025, entregou volume de jogo (61 partidas), mas não se consolidou como a referência técnica que a torcida esperava.

Com um ataque que hoje conta com nomes como Felipe Anderson, Bruno Rodrigues, Flaco López e a joia Vitor Roque, a saída do uruguaio é vista como necessária para abrir espaço — tanto no campo quanto no orçamento — para a chegada de um reforço que mude o time de patamar, como os sonhados Jhon Arias ou Thiago Almada.

A Conta Fecha no Palmeiras? O Prejuízo Contábil vs. Ganho Esportivo

O torcedor mais atento vai lembrar que o Palmeiras pagou caro por Facundo no início de 2025 (valores estimados na época em US$ 12 milhões). Vender agora por US$ 9,5 milhões parece, à primeira vista, um prejuízo. No entanto, a lógica da diretoria é outra:

Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
  • Liquidez Imediata: A venda injeta R$ 51 milhões no caixa agora, permitindo reinvestimento.
  • Amortização: Contabilmente, parte do valor pago já foi “amortizado” pelo ano de uso do atleta.
  • Custo de Oportunidade: Manter um jogador caro no banco desvaloriza o ativo. Vendê-lo agora estanca a sangria e libera recursos para um titular absoluto.

Por Que a MLS Quer Facundo de Volta?

Se no Brasil Facundo oscilou, nos Estados Unidos ele é grife. Antes de chegar ao Verdão, ele foi o maior artilheiro da história do Orlando City, com 47 gols e mais de 20 assistências.

Para o Austin FC, contratar o uruguaio é um movimento de baixo risco e alto impacto. Eles estão levando um jogador que já conhece a liga, está adaptado à cultura e ao estilo de jogo físico da MLS. O que para o Palmeiras é uma “peça de elenco”, para o Austin é a chegada de um “Franchise Player” (jogador de franquia) pronto para resolver.

Análise Moon BH: Um Passo Atrás para Dar Dois à Frente

O Palmeiras mostra maturidade de mercado ao considerar essa venda. Insistir em um jogador que custou caro mas não rendeu o esperado é o erro clássico que afunda finanças de clubes. Aceitar um pequeno “deságio” para recuperar R$ 51 milhões e aliviar a folha salarial é a decisão correta. Facundo Torres é um ótimo jogador, mas não foi o “craque” que o Palmeiras precisava.

Ao vendê-lo para a MLS, onde ele tem mercado, o Verdão se livra de um problema e enche o tanque para ir atrás de quem realmente importa (como Arias ou Almada). É melhor perder alguns milhões na transação do que perder a temporada com o dinheiro parado no banco de reservas.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.