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Palmeiras quer “Solução ou Luxo?” O zagueiro do Boca Juniros de R$ 31 milhões

O Palmeiras iniciou um debate interno crucial para o fechamento de seu elenco neste início de 2026. A diretoria alviverde colocou em seu radar o zagueiro Ayrton Costa, do Boca Juniors, em uma operação estimada em € 5 milhões (cerca de R$ 31 milhões). O nome agrada à comissão técnica, mas a discussão nos bastidores vai além da qualidade técnica: trata-se de entender se gastar essa quantia é uma solução necessária para um setor que ficou curto ou um “luxo” caro demais para um time que já conta com Gustavo Gómez e Murilo como pilares defensivos.

A movimentação acontece logo após a confirmação da saída de Micael para a MLS, o que reabriu a busca por um perfil específico que Abel Ferreira persegue há tempos: o zagueiro canhoto.

A saída de Micael (emprestado ao Inter Miami) deixou o elenco profissional com opções escassas para a zaga: apenas Gómez, Murilo, Bruno Fuchs e o jovem Benedetti. Com um calendário insano previsto para 2026, a avaliação é de que o grupo ficou perigosamente enxuto.

Murilo e Fuchs disputam a posição ao lado do capitão paraguaio, mas a ausência de uma peça natural pelo lado esquerdo da defesa obriga o treinador a improvisos ou adaptações na saída de bola, algo que a chegada de Ayrton Costa, de 26 anos, resolveria de imediato.

Quem é Ayrton Costa e a “Matemática do Erro” no Palmeiras

Ayrton Costa encaixa no perfil desejado: argentino, canhoto, 26 anos e titular do Boca Juniors, com contrato até 2028. No entanto, o Palmeiras pisa em ovos por causa do histórico recente.

Foto: Reprodução – Grok
  • O Trauma Micael: O clube investiu cerca de US$ 5 milhões (R$ 28,5 milhões) em Micael em 2025, buscando exatamente esse perfil de zagueiro canhoto construtor. O jogador não se firmou e acabou emprestado.
  • A Comparação: Gastar agora R$ 31 milhões em Ayrton Costa exige uma certeza muito maior de retorno esportivo para não repetir o ciclo de “comprar caro e emprestar barato”. A diretoria quer evitar a pecha de acumular apostas na mesma posição.

Mais Barato que Nino, Mais Caro que a Base

A investida no argentino surge também como uma alternativa de mercado. O “Sonho de Consumo” do Palmeiras era Nino, do Zenit, mas os russos pediram valores proibitivos (na casa dos R$ 75 milhões). Ayrton Costa aparece como o “meio do termo”: Não é uma aposta de baixo custo, mas é financeiramente viável sem comprometer o orçamento anual.

O dilema é se vale a pena investir esse montante em alguém que, teoricamente, chega para disputar posição com Murilo, um dos jogadores mais regulares do time. Se Ayrton vier para ser banco, vira luxo. Se vier para elevar o nível e permitir variações táticas (como linha de três), vira solução.

Murilo Fica, mas o Risco Existe

A permanência de Murilo não elimina a necessidade de reforços. Em uma temporada com Brasileiro, Libertadores, Copa do Brasil e Estaduais, trabalhar com apenas quatro zagueiros (sendo um da base) é flertar com o perigo. Lesões, suspensões e convocações podem dizimar o setor rapidamente.

Ayrton Costa traria não apenas profundidade, mas uma característica única no elenco atual: a facilidade de condução e passe com a perna esquerda, facilitando a construção desde a defesa sem forçar Gómez ou Murilo a jogarem invertidos. O Palmeiras, que prega responsabilidade financeira, estuda se esse “detalhe tático” vale o cheque de R$ 31 milhões.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.