A vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Santos, na Arena Barueri, teve um protagonista claro dentro e fora de campo. O jovem Allan, autor do gol, virou o centro das atenções não apenas pela decisão no gramado, mas pela disputa milionária que acontece nos bastidores.
Após a partida, o técnico Abel Ferreira adotou uma postura firme e mandou um recado direto ao mercado europeu: o garoto não está à venda neste momento, independentemente das cifras astronômicas apresentadas. O treinador português, visivelmente focado na manutenção do elenco para uma temporada exigente, também utilizou a coletiva para desconversar sobre as possíveis chegadas de Jhon Arias e Thiago Almada, blindando o grupo de especulações externas.
A resistência do Palmeiras tem um preço alto. O clube recusou uma oferta pesada do Napoli, da Itália, que chegou a € 35 milhões fixos mais € 5 milhões em bônus (totalizando cerca de R$ 250 milhões na cotação atual). Antes disso, o Zenit já havia tentado levar a joia com uma proposta de € 25 milhões, também rejeitada.
A postura da diretoria, alinhada com Abel, é clara: Allan é tratado como o maior ativo do clube em 2026 e a intenção é segurá-lo para entregar retorno esportivo imediato, visando uma venda futura nos moldes de Endrick e Estêvão, sem pressa para fazer caixa em janeiro.
Palmeiras não quer perder futuro astro
Abel Ferreira foi pragmático ao explicar a situação. O treinador lamentou o ciclo vicioso do futebol sul-americano, onde o clube investe anos na formação do atleta para perdê-lo assim que ele “estoura” no profissional.

- A Estratégia: O Palmeiras decidiu que não precisa vender agora. Com as finanças equilibradas, o clube se dá ao luxo de dizer “não” a R$ 250 milhões para priorizar o desempenho em campo.
- O Risco Físico: Abel também citou o calendário cruel e a lesão de Andreas Pereira durante o jogo como argumentos para não enfraquecer o elenco. Para ele, perder um titular como Allan agora seria um tiro no pé no planejamento da temporada.
Silêncio sobre Arias e Almada
Se sobre a saída de Allan o técnico foi incisivo, sobre as chegadas ele foi “liso”. Perguntado sobre quem se encaixaria melhor no time, se Jhon Arias ou Thiago Almada, Abel saiu pela tangente. “Boa pergunta, mas vai ficar sem resposta… Às vezes quero responder com o coração, mas preciso responder com a cabeça”, disse o português.
A declaração serve para dois propósitos: não criar expectativas desmedidas na torcida (já que as negociações são complexas e caras) e valorizar quem já está no elenco, evitando que o foco se desvie para quem ainda não chegou. Internamente, o Palmeiras mantém conversas por ambos, mas sabe que não há desfecho iminente.