O Palmeiras iniciou uma operação de mercado para negociar o atacante Luighi, de 19 anos, ainda nesta janela de transferências, mas o destino não será o futebol brasileiro. Apesar de o nome da jovem promessa ter circulado nos bastidores do Atlético-MG — oferecido por intermediários —, a diretoria alviverde tratou de fechar essa porta. A avaliação interna na Academia de Futebol é clara: Luighi é um ativo de exportação, e reforçar um rival direto está fora de cogitação.
O movimento ganha força logo após o clássico contra o Santos, onde o jogador entrou no segundo tempo e, apesar da vitória, desperdiçou uma chance clara de gol, alimentando a percepção de que uma mudança de ares pode ser benéfica para todas as partes diante da alta concorrência no elenco de Abel Ferreira.
O Palmeiras trabalha com cifras robustas para liberar o atacante. Embora o portal Transfermarkt aponte um valor de mercado conservador (€ 5 milhões), o clube paulista e o estafe do atleta miram uma avaliação próxima de € 15 milhões (cerca de R$ 94 milhões), baseada no potencial de evolução e no histórico recente na base.
O Verdão já recusou uma investida do Neom SC, da Arábia Saudita (que tentou empréstimo com opção de € 10 milhões), sinalizando que só aceita vender pelo preço que considera justo e para projetos que valorizem o ativo.
Atlético-MG Fora e Dortmund no Radar
A “novela” com o Atlético-MG esfriou antes mesmo de esquentar. O Galo não avançou nas tratativas após o nome ser levado à mesa, e o Palmeiras, por sua vez, prefere a moeda forte do Velho Continente. O clube mineiro não tem condições financeiras, neste momento, de fazer um investimento deste porte.
Pelo que preço que Leila pede, o clube, mesmo que em melhores momentos, preferiria uma aposta mais certeira e experiente.

O mercado europeu já monitora Luighi há tempos. O Borussia Dortmund, conhecido por lapidar joias, fez sondagens exploratórias. Para o Palmeiras, vender para a Europa resolve dois problemas: enche o cofre com euros e evita o desgaste político de ver uma cria da base brilhando com a camisa de um concorrente nacional.
Contrato Longo e o “Ativo Perecível” no Palmeiras
Luighi está protegido por um contrato longo, válido até 31 de dezembro de 2029. Isso dá ao Palmeiras o controle total do timing. No entanto, o futebol é dinâmico.
- A Concorrência: Com nomes como Flaco López, Rony e as possíveis chegadas de reforços, o espaço para Luighi no time titular é curto.
- O Risco: Manter uma joia de € 15 milhões no banco, entrando poucos minutos por jogo, pode desvalorizar o ativo. A Europa paga pelo potencial (“o que ele pode ser”), e não apenas pela regularidade atual. Vender agora, enquanto a promessa é fresca, é uma estratégia financeira racional.