O plano do Palmeiras de contratar Thiago Almada sofreu um duro golpe vindo diretamente de Portugal. Nesta segunda-feira (12), o mercado europeu amanheceu com a notícia de que o Benfica “voltou à carga” pelo meia argentino, criando uma concorrência que pode inviabilizar a engenharia financeira montada pelo Verdão.
O interesse dos Encarnados deu munição para o Atlético de Madrid endurecer o jogo: os espanhóis, que antes discutiam a venda de 50% do passe, agora acenam com uma avaliação total de até € 40 milhões (cerca de R$ 250 milhões). O que era uma negociação complexa virou um leilão internacional, onde a moeda forte e a vitrine europeia pesam contra o futebol brasileiro.
O Benfica busca um empréstimo com opção de compra, modelo que agrada o Atlético por manter o vínculo do atleta e valorizá-lo em uma liga competitiva. Embora existam divergências na imprensa local (o jornal Record nega o interesse, enquanto A Bola e O Jogo confirmam), o simples “ruído” foi suficiente para mudar o patamar da conversa.
Se antes o Palmeiras tentava fechar a compra de metade dos direitos por € 20 milhões, agora enfrenta um rival que oferece a Almada a chance de continuar na Europa, disputando a Champions League e mantendo-se no radar da Seleção Argentina para a Copa de 2026 sem precisar “recuar” para a América do Sul.
O Leilão de R$ 250 Milhões que o Palmeiras entrou
A entrada de um concorrente europeu permitiu ao Atlético de Madrid subir a régua. O clube espanhol não tem pressa e sabe que Almada é um ativo valioso.

- Cenário A (Palmeiras): Compra de 50% por cerca de € 20 milhões (R$ 125 milhões).
- Cenário B (Atlético ideal): Venda total ou valorização via empréstimo, mirando a casa dos € 40 milhões (R$ 250 milhões). Para o Palmeiras, atingir o valor cheio é impossível. A esperança alviverde reside na vontade do jogador em ser protagonista absoluto imediatamente, algo que o Benfica, com seu elenco recheado, talvez não garanta da mesma forma que o Verdão.
Salário de “Champions”: A Trava Oculta
Além da taxa de transferência, o salário é o grande vilão. Almada recebe cerca de € 5,2 milhões brutos por ano (aprox. R$ 32,5 milhões) na Espanha. Numa operação de empréstimo para o Benfica, é comum que os clubes dividam os vencimentos, tornando a operação leve para os portugueses.
Para o Palmeiras comprar o jogador, teria que assumir esse salário integralmente (ou convertê-lo em um pacote com luvas), o que quebraria o teto salarial do clube. A concorrência com o Benfica não é apenas sobre quem paga mais ao Atlético, mas sobre quem oferece a melhor equação “salário + vitrine” para o jogador.
Análise Moon BH: A Vantagem Desleal
Quando um clube brasileiro, mesmo poderoso como o Palmeiras, disputa com um europeu de prateleira média (como o Benfica), a briga é injusta. O Benfica pode oferecer “continuidade na Europa” e pagar em euros via empréstimo. O Palmeiras precisa desembolsar uma fortuna para comprar em definitivo.
O Atlético de Madrid, esperto, vai usar o Benfica para sangrar o Palmeiras. “Quer levar? O Benfica paga X, cubra”. Se a diretoria alviverde não for fria, corre o risco de pagar R$ 200 milhões em um jogador que poderia vir por menos. O “ruído” de Portugal pode ser real ou apenas uma tática de mercado, mas já cumpriu seu papel: deixou o sonho de Almada muito mais caro para Leila Pereira.