O Palmeiras decidiu entrar pesado na disputa por um dos nomes mais comentados do futebol sul-americano neste início de 2026. O Verdão sinalizou ao Estudiantes, da Argentina, que está disposto a investir acima de US$ 5 milhões (cerca de R$ 26,7 milhões) para contratar o atacante colombiano Edwuin Cetré.
A movimentação agressiva da diretoria alviverde visa destravar a negociação e superar a concorrência do Botafogo, que também monitora o atleta. O clube de La Plata, ciente da valorização de seu ativo, faz jogo duro e tenta transformar o interesse brasileiro em um leilão para maximizar os lucros.
O Estudiantes vive um momento financeiro peculiar após o colapso de um pré-acordo de investimento externo de US$ 120 milhões (barrado por questões regulatórias locais). Sem esse aporte, vender bem seus principais jogadores tornou-se vital para o caixa. Cetré, com contrato até dezembro de 2026, é a “joia da vez”.
Embora o Palmeiras tenha chegado ao patamar de US$ 5 milhões, os argentinos já acenaram em outras negociações recentes (como uma sondagem do Santos em dezembro) que o preço ideal para liberar o atacante beirava os US$ 9 milhões (quase R$ 50 milhões), indicando que a queda de braço financeira está apenas começando.
Botafogo e Europa no Retrovisor do Palmeiras

O interesse do Palmeiras acelerou porque o Botafogo já rondava o jogador. O Glorioso, buscando ampliar seu leque de opções ofensivas, colocou Cetré no radar como um potencial reforço de impacto. Além da disputa doméstica, o noticiário internacional aponta sondagens de clubes espanhóis como Rayo Vallecano e Sevilla.
Esse cenário de múltiplos interessados é o sonho de qualquer vendedor. O Estudiantes sabe que tem um ativo cobiçado e usa a presença do Botafogo e dos europeus para pressionar o Palmeiras a subir a oferta. Se o Verdão quiser fechar por R$ 26 milhões, terá que ser rápido antes que o leilão fuja de controle.
O Risco do Negócio Edwuin Cetré: Idade x Valor
Pagar R$ 26 milhões (ou mais) em um jogador de 28 anos é uma mudança de rota na política recente do Palmeiras, que priorizava jovens com poder de revenda. A contratação de Cetré seria um movimento de “win-now” (ganhar agora). O clube entende que precisa de atletas prontos para manter a hegemonia.
No entanto, o risco financeiro existe: dificilmente o Palmeiras recuperará esse investimento em uma venda futura. O retorno terá que ser técnico, com gols e títulos. Se o Estudiantes endurecer e pedir os US$ 9 milhões ventilados anteriormente, a operação deixa de ser uma oportunidade de mercado para virar uma aposta de altíssimo risco.