O meio-campista Gustavo Scarpa, destaque do Atlético-MG, surpreendeu o mundo do futebol ao oficializar uma parceria de peso fora das quatro linhas. O jogador anunciou que se tornou sócio do lateral Joaquín Piquerez, do Palmeiras, na Boraí Alimentos, uma empresa voltada à industrialização e terceirização de sorvetes e açaí.
A movimentação chamou a atenção não apenas pela união de atletas de clubes rivais (mas ex-companheiros de Verdão), mas pelo porte do negócio. A dupla vinha fazendo suspense nas redes sociais com postagens de bastidores, revelando agora que são os novos rostos — e proprietários — da marca que opera uma fábrica em Cotia (SP) com capacidade produtiva superior a 40 mil litros por dia.
O Negócio dos jogadores do Atlético-MG e Palmeiras
Diferente de atletas que apenas associam sua imagem a produtos, Scarpa e Piquerez entraram na estrutura societária de uma operação industrial consolidada. A Boraí, fundada em 2011, é especializada no modelo B2B (Business to Business), focando na terceirização de linhas de produtos.
O pacote da empresa inclui:
- Desenvolvimento de produto: Criação de fórmulas de sorvetes artesanais e açaí “premium”.
- Envase e Produção: Capacidade de escala industrial para marcas que querem lançar produtos sem montar fábrica própria.
- Armazenagem: Logística de congelados.
Capital de R$ 4 Milhões e Timing Estratégico
Um detalhe que passou despercebido pelo grande público é que o negócio já estava fechado há meses. Bases de consulta empresarial mostram que Scarpa e Piquerez foram registrados como sócios da empresa em 06 de agosto de 2025.
Além disso, consultas públicas indicam que a Boraí possui um capital social cadastrado de R$ 4.060.780,00. Embora esse valor não represente necessariamente o preço pago pela dupla para entrar na sociedade, ele ajuda a dimensionar o porte robusto da operação que eles assumiram.
Por que Açaí? O Mercado Explica
A escolha dos jogadores no setor foi cirúrgica. Dados do IBGE e de entidades do segmento (como Abrasorvete) apontam que o açaí já representa cerca de 55,4% da comercialização da indústria sorveteira no Brasil.
- Demanda Recorrente: O produto transita entre o público “fitness” e o de sobremesas (indulgência).
- Escalabilidade: O modelo de terceirização permite atender diversas marcas simultaneamente, reduzindo o risco de depender de um único rótulo.