O Palmeiras entra no planejamento de 2026 com um cenário raro e privilegiado no futebol brasileiro: um “superávit” de talento em posições carentes no mercado mundial. Com laterais jovens, valorizados e protegidos contratualmente, a diretoria alviverde tem em mãos um pacote de ativos que, somados, chega a € 31 milhões (cerca de R$ 200 milhões).
O trio formado por Joaquín Piquerez, Agustín Giay e Khellven coloca o clube na posição de vendedor confortável: não há urgência para liquidar, mas existe uma oportunidade clara de fazer caixa alto se a proposta certa chegar.
A estratégia de Leila Pereira e Anderson Barros foi blindar o elenco. Todos os três jogadores possuem contratos longos, válidos até 2030. Isso dá ao Palmeiras o poder de ditar o preço. Se clubes da Europa — como a Juventus, que já sondou Piquerez — quiserem tirar um desses nomes da Academia de Futebol, terão que pagar o valor “premium”, pois o Verdão não tem necessidade de vender “na bacia das almas”. A lateral, historicamente uma dor de cabeça para times brasileiros, virou a mina de ouro do Palestra.
Raio-X: O Tesouro nas Laterais
- Joaquín Piquerez (LE): O ativo mais consolidado. Avaliado em € 14 milhões (R$ 89 milhões). Alvo de times da Série A italiana.
- Agustín Giay (LD): A aposta de futuro. Aos 21 anos, vale € 11 milhões (R$ 70 milhões) e tem perfil de exportação para grandes ligas.
- Khellven (LD): O investimento seguro. Comprado por € 5 milhões, já vale € 6 milhões (R$ 38 milhões) e tem margem para dobrar de valor se assumir a titularidade.
- Total Estimado: € 31 milhões (aprox. R$ 197 milhões).
Palmeiras blinda Piquerez com “preço de Europa”
Piquerez é, hoje, o nome mais pronto para uma transferência de grande porte. A renovação até 2030 não foi apenas para segurar o jogador esportivamente, mas para garantir que o Palmeiras receba o valor cheio em uma eventual saída. Com sondagens constantes da Europa, o uruguaio só sai se a oferta superar a barreira dos € 15 milhões. Para a diretoria, ele é o “case de sucesso” ideal: chegou, venceu tudo, valorizou e pode gerar o lucro que financia a próxima grande contratação do clube.
Giay e Khellven: a disputa que valoriza o Palmeiras

No lado direito, a situação é de abundância. Agustín Giay, de apenas 21 anos, é visto como um diamante bruto. Se engrenar em 2026, seu valor de mercado tem potencial para saltar de € 11 milhões para patamares de € 20 milhões, seguindo a lógica de jovens promissores. Já Khellven, trazido do CSKA, oferece segurança. O clube pagou € 5 milhões e já vê o ativo valer € 6 milhões.
A lógica para 2026 é pragmática: vender um para manter os outros. Se o Palmeiras negociar um desses laterais por um valor “fora da curva”, garante o orçamento da temporada sem enfraquecer o elenco de Abel Ferreira, já que a reposição está dentro de casa. Além disso, a base segue produzindo, com nomes como o zagueiro/defensor Luiz Benedetti já no radar internacional, provando que a “fábrica” do Palmeiras não para.