A diretoria do Palmeiras é famosa por seu planejamento de longo prazo, mas o relógio para 2026 já começou a correr e acendeu um sinal de alerta na Academia de Futebol. Um dos maiores ídolos e pilares da vitoriosa “era Abel Ferreira”, o goleiro Weverton, entrou no radar de renovações urgentes do clube.
Com contrato que se encerra no fim de 2026, ele já poderá assinar um pré-contrato com qualquer outro time a partir de julho do ano que vem para sair de graça. A missão da diretoria, liderada por Anderson Barros, é se antecipar a esse cenário e garantir a permanência do seu capitão.
O Raio-X dos Contratos: Quem Precisa de Caneta?
Enquanto a maior parte da espinha dorsal do time já foi “blindada” com contratos longos, alguns casos exigem atenção imediata.
Weverton (O Ídolo e a Sucessão): Aos 38 anos, o goleiro é uma lenda viva do clube. A discussão sobre sua renovação envolve não apenas a performance, mas também o planejamento da sucessão para a posição mais icônica do Palmeiras. A diretoria precisa decidir se estende o vínculo do capitão ou se inicia uma transição gradual com os recém-chegados.
Lucas Evangelista (A Aposta Recente): Contratado neste ano, o meia assinou um contrato mais curto, até o fim de 2026. O clube agora precisa decidir se aposta em sua continuidade, estendendo o vínculo para proteger o investimento e garantir um potencial de revenda.
Figueiredo (A Joia da Base): O jovem meio-campista de 19 anos tem contrato até setembro de 2026. Por ter um calendário diferente, o clube precisa se antecipar ainda mais para evitar que ele possa assinar um pré-contrato já em abril de 2026.
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O “Clube dos Blindados”: A Lição de Casa Feita
A urgência com esses nomes contrasta com a tranquilidade em outras áreas. O Palmeiras já fez a lição de casa e garantiu a permanência de longo prazo de outros pilares, como Gustavo Gómez (2027), Raphael Veiga (2027), Aníbal Moreno (2029) e Joaquín Piquerez (2030).
Análise: A Gestão que Pensa no Amanhã
A estratégia do Palmeiras na gestão de seus contratos é um dos pilares de seu sucesso. O clube se antecipa aos problemas, “blinda” seus principais ativos e só deixa para a “zona de risco” os casos que envolvem decisões mais complexas, como a sucessão de um ídolo veterano.
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A “lição de Mayke”, que deixou o clube de graça após o fim do contrato, serve como um lembrete constante da importância de não deixar as negociações para a última hora. A torcida pode esperar que, nos próximos meses, a novela da vez nos bastidores do Allianz Parque tenha o nome de Weverton como protagonista.


