O mercado da bola para a próxima janela de transferências já movimenta os bastidores do futebol brasileiro, e o zagueiro Helitão, atualmente no Göztepe, da Turquia, tornou-se o mais novo alvo de uma disputa acirrada. Corinthians e Grêmio demonstraram interesse na contratação do defensor, enxergando no atleta uma oportunidade de adicionar experiência internacional e solidez aos seus respectivos sistemas defensivos.
Apesar do apelo evidente de retornar ao Brasil para defender camisas de peso, a operação está longe de ser um negócio simples. A concretização da transferência esbarra em um cenário inflacionado por forte concorrência externa e pelo desejo irredutível do clube turco em manter o jogador.
O impasse na Turquia: renovação, propostas sauditas e o projeto familiar
O nome de Helitão já circulava no radar nacional há alguns meses. Em agosto de 2025, o próprio zagueiro admitiu, em entrevista ao portal Terra, que ficou lisonjeado ao saber do interesse do Corinthians. Contudo, ele revelou que o cenário exigia cautela: o Göztepe já sinalizava com a intenção de renovar seu contrato, e o Al Fateh, da Arábia Saudita, havia realizado sondagens concretas.
Para o atleta, a decisão de mudar de ares não passa apenas pela vitrine do Campeonato Brasileiro. Helitão deixou claro que busca um projeto esportivo em que seja peça central, pesando também o impacto financeiro e o bem-estar de sua família na Europa. O Göztepe, plenamente ciente da valorização de seu ativo, não demonstra qualquer disposição em facilitar uma saída sem tentar esgotar todas as vias de extensão contratual.
A realidade de Corinthians e Grêmio: oportunidade de mercado ou “leilão” insustentável?
Do lado dos clubes brasileiros, a busca faz total sentido sob a ótica técnica e de gestão de elenco. O Corinthians mapeia o mercado com lupa, tentando equilibrar a urgência por reforços na zaga com suas conhecidas e severas restrições financeiras. O Grêmio vive um drama semelhante: a defesa continua sendo tratada como um setor altamente sensível para o decorrer de 2026, e a diretoria prioriza opções mais prontas e maduras para suportar a pressão da temporada.
No entanto, até o presente momento, o que existe nos bastidores é um forte monitoramento, sem o registro de propostas formais oficializadas por parte dos brasileiros.
A entrada do mercado europeu e árabe nas sondagens é o grande obstáculo. Quando um jogador desperta o interesse simultâneo de dois gigantes do Brasil, tem uma oferta de renovação na mesa e ainda atrai o capital saudita, o custo político e financeiro da operação sobe exponencialmente.