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Grêmio recusa R$ 35 milhões e diz “não” à BYD; o que o time quer no mercado?

O departamento de marketing do Grêmio tomou uma decisão drástica e surpreendente que está movimentando os bastidores dos negócios do esporte no Brasil. A diretoria tricolor decidiu esfriar e descartar completamente a possibilidade de um acordo de patrocínio master com a gigante montadora chinesa BYD.

Além disso, o clube gaúcho recusou formalmente uma proposta milionária, na casa dos R$ 35 milhões, vinda de uma casa de apostas esportivas. O objetivo por trás dessas recusas é um só: limpar o espaço mais nobre da camisa para buscar um patrocinador de escala global.

Essa movimentação ousada revela uma mudança radical na forma como o clube enxerga o seu próprio uniforme. Ao abrir mão de um fluxo de caixa imediato e garantido por uma “bet” (que lhe deu calote), o Grêmio sinaliza ao mercado publicitário que não está vendendo apenas um pedaço de tecido, mas sim um reposicionamento estratégico de marca.

A gestão entende que a associação com uma multinacional de altíssimo calibre entregará não apenas receita financeira, mas também status, presença internacional e uma narrativa institucional de longo prazo.

A fuga da padronização das casas de apostas

O movimento gremista faz total sentido dentro do atual ecossistema do futebol brasileiro. É inegável que as casas de apostas elevaram o piso das receitas de patrocínio no país, injetando um volume de dinheiro inédito nos clubes.

Arena do Grêmio, em Porto Alegre
Foto: Grêmio FC

No entanto, essa injeção de capital transformou o mercado em um ambiente visualmente homogêneo, onde quase todas as equipes, independentemente de seu tamanho ou história, acabam desfilando com marcas do mesmo segmento estampadas em posições centrais.

Ao virar as costas para os R$ 35 milhões oferecidos pelo setor de apostas, o Grêmio tenta fugir dessa “vala comum” publicitária. O objetivo é fechar um acordo que gere diferenciação e exclusividade. A diretoria compreende que o valor de um patrocínio também é medido pela reputação e pelo poder de internacionalização que a marca parceira pode agregar à instituição.

O peso para o Grêmio de descartar a BYD

A desistência em relação à BYD adiciona uma camada extra de complexidade a essa estratégia. A montadora chinesa vive uma expansão agressiva e bilionária no mercado brasileiro, liderando a revolução no setor de mobilidade elétrica. Em tese, seria a associação comercial perfeita e altamente atraente para qualquer gigante da Série A.

O recuo do Grêmio, portanto, sugere uma convicção interna de que é possível mirar ainda mais alto. A camisa tricolor deixa de ser tratada como um mero inventário publicitário para ser lapidada como um ativo premium de branding.

O clube quer uma marca que ofereça um encaixe perfeito para grandes campanhas de ativação e que consolide a narrativa de que o Grêmio senta à mesa apenas com os maiores players do mercado mundial.

Próximo compromisso em campo

Enquanto a diretoria trabalha nos bastidores do marketing, o elenco principal foca no Campeonato Brasileiro. O Grêmio recebe o Vitória nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, às 19h, na Arena do Grêmio, em duelo válido pela 7ª rodada da competição. A transmissão da partida será realizada pelos canais sportv e Premiere.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.