O Grêmio decidiu que não vai esperar o tempo passar para ter um craque pronto. Nos bastidores do CT Luiz Carvalho, a diretoria e a comissão técnica de Luís Castro iniciaram um plano de força intensivo para Gabriel Mec, a joia de 17 anos tratada como o maior ativo do clube. O objetivo é transformá-lo fisicamente para aguentar o “moedor de carne” do futebol profissional.
A equação que o departamento de performance tenta resolver é complexa: como fazer o garoto ganhar massa muscular e força de choque sem roubar a sua principal arma, a “maldade” da agilidade e do drible curto? A urgência no processo aumentou após Luís Castro começar a dar minutos reais para o meia-atacante no time de cima.
A pressa tricolor tem um componente de precaução. No ciclo de 2025, Mec sofreu uma fratura no tornozelo direito enquanto estava a serviço da Seleção Brasileira Sub-17. O episódio acendeu um alerta vermelho em Porto Alegre.
Para não abrir risco de novas lesões graves enquanto o garoto ainda está em fase de crescimento, o Grêmio iniciou um ganho de massa controlado. O clube quer robustez. Se Mec vai enfrentar zagueiros pesados e laterais de força na Série A, ele precisa saber proteger a bola sem ser arremessado para fora de campo a cada dividida.
O Laboratório de Luís Castro no Grêmio
O uso do garoto no Campeonato Gaúcho dá pistas claras do que o treinador português imagina para ele. Luís Castro não vê Mec apenas como um ponta que cisca na linha de fundo. O garoto vem sendo testado nos dois lados do campo e também por dentro, como um articulador clássico.
É exatamente aqui que a exigência física dobra. Para jogar centralizado no esquema de Castro, Mec precisa de um “motor” muito mais potente. Ele tem que ter explosão para atacar o espaço, resistência para recompor na marcação e potência para sustentar o duelo de costas para os volantes adversários.
Padrão Europa: O Subtexto da Venda Milionária de Gabriel Mec
Não é segredo para ninguém que o Grêmio transformou sua base em uma verdadeira máquina de fazer dinheiro (e manter percentuais de vitrine). O investimento no físico de Gabriel Mec, que tem contrato assinado até agosto de 2027, tem um efeito duplo perfeito para a diretoria: melhora a performance imediata no time principal e adequa o jogador à exigência do mercado internacional.
A Europa de 2026 já não compra apenas o “driblador brasileiro”; os gigantes do Velho Continente pagam fortunas por atletas que aliam técnica rara com intensidade física e disponibilidade para jogar 50 partidas no ano.