A “faxina” no elenco do Grêmio não para. O clube acertou a rescisão de contrato do lateral-esquerdo Lucas Esteves, encerrando um ciclo curto e sem brilho em Porto Alegre. O jogador não ficou desempregado por muito tempo: já foi anunciado oficialmente como reforço do Atlético San Luis, do México, para a disputa do Clausura 2026.
A saída de Esteves reforça a estratégia da diretoria de enxugar o grupo e eliminar custos de atletas que não estão nos planos do técnico Luís Castro.
A Conta no Grêmio: Investimento Perdido vs. Economia Futura
A saída de Lucas Esteves gera um debate financeiro complexo.
- O “Prejuízo”: O Grêmio pagou cerca de R$ 5,7 milhões para contratá-lo em fevereiro de 2025. Ao rescindir um ano depois, o clube assume que esse investimento não teve retorno técnico nem financeiro (venda).
- O Alívio: Por outro lado, a saída estanca um custo fixo. Com salário estimado em R$ 300 mil mensais, a rescisão gera uma economia anual de R$ 3,6 milhões na folha (sem contar encargos).
A diretoria optou por “perder” o valor da compra para ganhar fôlego mensal, livrando-se de um salário de R$ 300 mil para um jogador que virou a 4ª opção do setor.
Por que ele sobrou?
A hierarquia da lateral-esquerda do Grêmio mudou drasticamente. Lucas Esteves chegou para brigar por posição, mas foi engolido pela concorrência:
- Marlon: Consolidado como titular.
- Caio Paulista: Chegou para ser opção imediata e polivalente.
- Pedro Gabriel: Jovem da base que ascendeu e ganhou a confiança da comissão.
Com números tímidos (23 jogos, 0 gols e 1 assistência) e sem a confiança de Luís Castro, a permanência tornou-se insustentável.
Destino: México
O Atlético San Luis destacou o perfil ofensivo de Esteves em seu anúncio. Esta será a segunda experiência internacional do lateral, que já atuou na MLS pelo Colorado Rapids. Ele chega ao México com a missão de retomar a carreira após um ano de baixa no Brasil.
Esse tipo de rescisão costuma ser mal interpretado como apenas “perda de jogador”. Na real, é gestão de danos. Quando um atleta contratado por R$ 5,7 milhões vira a 4ª opção do elenco e custa R$ 300 mil por mês, o clube tem que escolher entre “segurar por orgulho” ou “cortar por estratégia”.