O Grêmio ligou o sinal de alerta em relação a Gustavo Cuéllar. Com uma folha salarial inflada — que atingiu o pico de R$ 23 milhões no início de 2026 —, o clube passou a considerar a negociação do volante colombiano não apenas por questões técnicas, mas por uma conta que não fecha: o alto custo mensal versus a baixa entrega física.
Embora a diretoria afirme oficialmente que não há propostas na mesa neste momento, o nome de Cuéllar entrou no radar de saídas possíveis para aliviar o orçamento tricolor.
O Mistério Físico no Grêmio: Sem Lesão, Sem Ritmo
A insatisfação nos bastidores não se deve a uma lesão grave diagnosticada, mas sim a uma “evolução lenta”. A leitura interna é dura: Cuéllar demonstra dificuldade para atingir a intensidade exigida nos treinos e não consegue sustentar a sequência de jogos esperada.
O volante, que tem contrato até o fim de 2026, vive um ciclo de cobranças desde a temporada passada. Mesmo após planos especiais de condicionamento, a percepção é de que ele está um degrau abaixo fisicamente do restante do elenco. Para um jogador com um dos maiores salários do plantel, essa “indisponibilidade técnica” virou um problema de gestão.
O Corte de Gastos da Folha
O Grêmio vive um momento de ajuste fiscal. O clube já liberou dezenas de jogadores na virada do ano para tentar enxugar a folha milionária. Manter um ativo caro, que não consegue ser titular absoluto ou entregar 90 minutos em alta rotação, vai contra a lógica de austeridade que a direção tenta implementar.

Se o cenário não mudar drasticamente nas próximas semanas, a tendência é que o Tricolor facilite qualquer sondagem que apareça — seja por venda ou empréstimo com divisão de salários.
Análise Moon BH: O preço para não entregar está alto demais
O caso Cuéllar é o retrato fiel do futebol moderno: disponibilidade é a maior virtude de um atleta. Quando a folha salarial bate no teto de R$ 23 milhões, o “custo-benefício” vira o critério de desempate. Cuéllar tem qualidade técnica indiscutível, mas volante de time grande precisa de intensidade e repetição.
Se o Grêmio concluir que o corpo do colombiano não acompanha mais a exigência do calendário brasileiro, a decisão racional é negociar uma saída honrosa e “limpa” agora, antes que a relação se desgaste e o ativo desvalorize por completo no banco de reservas.