O Grêmio fez uma “última cartada” para tentar tirar Raphael Veiga do Palmeiras, mas esbarrou novamente em uma parede de concreto. Nesta terça-feira (27), informações de bastidores confirmam que o Tricolor gaúcho recebeu mais uma resposta negativa do Palmeiras, mesmo utilizando um “trunfo” de peso na negociação: o goleiro Weverton.
O “Agente” Weverton e a Recusa do Palmeiras
A estratégia gremista envolveu o fator humano. Recém-chegado a Porto Alegre com contrato até 2028, Weverton — amigo pessoal e ex-companheiro de Veiga — atuou como interlocutor para tentar convencer o meia a embarcar no novo projeto liderado pelo técnico Luís Castro (contratado até 2027).
Apesar da “ponte” feita pelo goleiro, o Palmeiras se manteve irredutível. A diretoria alviverde não tem interesse em reforçar um rival direto no futebol brasileiro, a menos que o pagamento seja astronômico.
A conta é de R$ 53,6 milhões no Grêmio
O Palmeiras estipulou um preço de saída que, na prática, inviabiliza o negócio para o mercado nacional. A pedida para liberar o camisa 23 gira em torno de US$ 10 milhões (cerca de R$ 53,6 milhões). Isso sem falar em um salário anual de R$ 14 milhões.

Além do valor alto, o Grêmio enfrenta uma concorrência pesada e dolarizada. O América do México monitora a situação e sinalizou aos empresários do atleta que deve formalizar uma proposta nesses moldes. Para o Palmeiras, vender para o exterior é o “mundo ideal”: recebe em moeda forte e não vê o ídolo jogando contra si no Brasileirão.
A Obsessão de Luís Castro
A insistência do Grêmio tem motivo tático. Luís Castro identificou a carência de um “camisa 10” decisivo, capaz de ditar o ritmo, bater bolas paradas e finalizar de média distância. Veiga é visto como o nome perfeito para elevar o patamar do elenco. Porém, com o Palmeiras endurecendo e o México no radar, a “obsessão” começa a custar um tempo precioso de janela.
Análise Moon BH: O Custo da Teimosia
O Grêmio está certo em mirar alto. Tentar Raphael Veiga mostra que a ambição do projeto Luís Castro é real. Usar Weverton como “embaixador” foi uma jogada inteligente de bastidor.
No entanto, o mercado pune a teimosia. Insistir em um negócio que depende da vontade de um rival rico (Palmeiras), de uma quantia alta (R$ 53 mi) e que tem concorrência internacional é arriscado. O “não” do Palmeiras parece definitivo para o mercado interno. Se o Grêmio não virar a chave para um “Plano B” rápido, corre o risco de ficar sem o Veiga e sem tempo hábil para trazer outro protagonista.