O Grêmio agiu rápido após receber a negativa definitiva do Palmeiras por Raphael Veiga e definiu seu novo “Plano A” para a camisa 10: Evander, destaque do FC Cincinnati (EUA). O Tricolor formalizou o interesse, mas a negociação esbarrou imediatamente em uma pedida astronômica. O clube da MLS exige € 12 milhões (cerca de R$ 75 milhões) para liberar o brasileiro.
Por que tão caro ao Grêmio?
A barreira financeira tem explicação. O Cincinnati não está “desesperado” para vender. O clube americano fez um investimento histórico em 2025 (pagou US$ 12 milhões ao Portland Timbers) e tem contrato com Evander até o fim de 2027.
Para os americanos, vender agora só faz sentido se houver lucro real. Além disso, o meia é o craque do time: em 2024, somou números impressionantes na MLS, com 15 gols e 19 assistências em apenas 28 jogos.
O Desejo do Jogador x A Realidade do Dólar
Revelado pelo Vasco, Evander já declarou publicamente (ao ge) que deseja voltar ao Brasil para ficar “mais visível” no radar da Seleção Brasileira. Esse desejo é o principal trunfo do Grêmio para tentar flexibilizar a postura dura dos americanos.

Porém, além da taxa de transferência de R$ 75 milhões, existe o custo mensal. Na MLS, Evander tem um pacote de compensação garantida na casa dos US$ 4,7 milhões anuais. Trazer essa realidade para a folha de pagamento do futebol brasileiro exige uma engenharia financeira robusta, mesmo para um Grêmio ambicioso sob o comando de Luís Castro.
Análise Moon BH: O Preço da Ambição
A tentativa por Evander mostra que o Grêmio não está para brincadeira no mercado. Depois de tentar Veiga, buscar o melhor jogador brasileiro da MLS indica que a diretoria quer um “game changer”, alguém que chegue para vestir a 10 e resolver.
O problema é o novo status da MLS. A liga americana deixou de ser um lugar onde se busca jogador barato; agora, eles compram caro e vendem mais caro ainda. Pagar R$ 75 milhões é nível de contratação recorde no Brasil. Se o Grêmio não conseguir convencer o Cincinnati a aceitar um parcelamento longo ou reduzir a pedida, Evander corre o risco de virar mais um “sonho de verão” que esbarra no cofre, assim como foi com Veiga.