HomeEsportesGrêmioGre-Nal: "O Vestibular Final"; Grêmio usa clássico para definir seus 'intocáveis'

Gre-Nal: “O Vestibular Final”; Grêmio usa clássico para definir seus ‘intocáveis’

No calendário gaúcho, existe o campeonato normal e existe o Gre-Nal. Para o Grêmio de 2026, que chega ao clássico embalado por um bom início de estadual (3 vitórias, segundo o panorama da Série A), o duelo contra o Internacional não vale apenas a hegemonia local. Ele funciona como o filtro definitivo para o restante da temporada.

É no clássico que a diretoria e a comissão técnica descobrem a verdade que os jogos contra times do interior escondem. Quem “treme” no Gre-Nal, dificilmente aguenta a pressão de um Brasileirão ou Libertadores. Por isso, domingo é dia de definir a lista dos “Intocáveis” — aqueles que terão cadeira cativa no time titular — e quem passará a ser visto como “moeda de troca” ou reserva de luxo.

A Nova Espinha Dorsal em Teste no Grêmio

O Grêmio montou um time com grife para 2026, e o Gre-Nal é a prova de fogo para as grandes apostas:

  1. Weverton (O Paredão): Contratado do Palmeiras (conforme bastidores recentes), o goleiro chegou com status de titular indiscutível. Mas goleiro de time grande se consagra em clássico. Uma atuação segura “carimba” a confiança da torcida; uma falha reabre o debate que parecia encerrado.
  2. Arthur (O Maestro): Com sua permanência sendo costurada junto à Juventus, Arthur precisa mostrar que, além da qualidade técnica, tem a intensidade física para um jogo pegado. O Gre-Nal é o teste de “combate” que o Brasileirão exigirá toda semana.
  3. Matías Arezo (O Artilheiro): O uruguaio, cobiçado até pelo Palmeiras no mercado, tem a chance de provar que é o “camisa 9” solitário que o time precisa. Se ele for anulado pela zaga colorada, o Grêmio pode ser obrigado a voltar ao mercado por um centroavante de mais peso.

O “Filtro da Verdade”

Jogar bem contra o Avenida ou o Ypiranga é obrigação. Jogar bem o Gre-Nal é credencial. A comissão técnica observa, principalmente, o comportamento mental.

  • Quem cresce: O jogador que pede a bola, que não se esconde na marcação e que entende o peso da camisa tricolor ganha “crédito” para oscilar durante o ano.
  • Quem encolhe: Aquele que some no clássico costuma perder a vaga assim que a janela de transferências esquenta ou quando o calendário aperta.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.