A novela sobre a permanência de Arthur no Grêmio ganhou um capítulo de sinceridade brutal nesta sexta-feira (23). O volante, peça-chave do meio-campo tricolor, quebrou o protocolo das respostas evasivas e falou abertamente sobre seu futuro. A boa notícia para a torcida: ele quer ficar e garante que o acerto salarial com o Grêmio é a parte fácil. A má notícia: o dono dos seus direitos econômicos, a Juventus (Itália), é o verdadeiro “vilão” da história.
Em entrevista, Arthur deixou claro que a sintonia com a direção gremista (citando nominalmente Odorico Roman e Eduardo Dutra) é total. O obstáculo, porém, é convencer um gigante europeu a liberar um ativo valioso sem receber a compensação financeira que deseja.
“Não vou ser Hipócrita”, diz Arthur: A Questão Salarial
Arthur foi transparente ao dizer que “trabalha pelo sustento”, mas que a relação com o Grêmio permite flexibilidade.
- A Declaração: “Até na vinda, falamos ‘resolve com a Juventus, depois a gente acerta’. E foi o que aconteceu. Não vai ser um problema”, garantiu o jogador.
- A Tradução: Arthur sinaliza que aceita adequar seus vencimentos à realidade do clube gaúcho, removendo o medo de que seu salário europeu fosse impeditivo.
O “Muro” de Turim ao Grêmio

O problema real está na Itália. A Juventus investiu pesado em Arthur no passado e, historicamente, clubes italianos são duros na queda para liberar jogadores “de graça” ou por valores baixos, mesmo que não estejam nos planos do técnico.
- O Passo Difícil: “Queriam entender o lado da Juventus, o que eles esperam de valores (…) O passo mais difícil realmente é a Juventus”, admitiu Arthur. O Grêmio precisa montar uma engenharia que seduza os italianos: seja um novo empréstimo com obrigação de compra, uma troca de percentuais ou um parcelamento a longo prazo.
Transparência da Direção
Um ponto elogiado por Arthur foi o “choque de realidade” dado pela diretoria. “Odorico e Dutra foram muito transparentes, mostraram a realidade, o que poderia ser feito”, disse. Isso indica que o Grêmio não prometeu loucuras. O clube colocou as cartas na mesa: “Queremos você, mas só podemos pagar X para a Juventus”. Agora, a bola está com os italianos.