O Grêmio decidiu elevar o sarrafo de suas ambições para a temporada 2026 e mira um nome de peso global para fechar o meio-campo. A direção tricolor avançou nas últimas horas nas tratativas para contratar o volante argentino Guido Rodríguez, de 31 anos, atualmente no West Ham, da Inglaterra.
Campeão do Mundo em 2022, o jogador é visto como a peça que falta para dar consistência defensiva e qualidade de saída de bola ao time de Luis Castro. No entanto, o otimismo gerado pelo progresso nas conversas esbarra em uma realidade financeira dura: trazer um titular de Premier League exige uma engenharia capaz de comportar um salário que, na conversão direta, ultrapassa a casa dos R$ 2 milhões mensais.
A negociação, antes considerada travada, voltou a andar, impulsionada pela necessidade do atleta de somar minutos em campo. Guido perdeu espaço com o técnico Nuno Espírito Santo no clube londrino e vê sua vaga na Seleção Argentina ameaçada justamente no ano pré-Copa do Mundo.
O Grêmio tenta usar esse desejo esportivo como trunfo para convencê-lo a aceitar uma readequação salarial, trocando a libra esterlina pelo protagonismo no futebol brasileiro, onde chegaria com status de titular absoluto e líder técnico.
O “Camisa 5” que o Grêmio quer e a Barreira Financeira

O Grêmio foi ao mercado com um alvo tático muito claro: um “camisa 5” clássico. Mesmo após anunciar reforços como Weverton, Caio Paulista e Tetê, a lacuna de um primeiro volante de imposição física e leitura tática persiste. Guido Rodríguez preenche todos os requisitos, mas o custo é o de um jogador de elite europeia.
- O Salário: Recebendo cerca de 75 mil libras por semana na Inglaterra, o custo mensal supera R$ 2 milhões.
- A Solução: Para fechar, o Grêmio precisará oferecer um pacote criativo, possivelmente envolvendo luvas diluídas e bônus por performance, ou torcer para que o desejo do jogador de atuar fale mais alto que o contracheque.
O Relógio Corre: Ultimato e Janela
O timing da negociação é um jogo de xadrez. O Grêmio tem pressa, pois o Brasileirão 2026 começa já em 28 de janeiro, e a direção quer o elenco fechado para a estreia. Do outro lado, o estafe do jogador ainda prioriza o mercado europeu, cuja janela fecha no início de fevereiro.
O West Ham vive um dilema: o contrato de Guido termina no meio do ano. Se não negociá-lo agora, corre o risco de vê-lo sair de graça em julho, já que ele está livre para assinar pré-contrato. O Grêmio tenta convencer os ingleses a liberar o atleta imediatamente por uma compensação financeira menor, usando o risco da “saída zero” como alavanca de negociação.
Plano B e a Sombra do Uruguai
Caso a complexa operação por Guido Rodríguez não se concretize nos próximos dias, o Grêmio não pretende ficar de mãos vazias. O clube monitora alternativas no mercado, e o nome do uruguaio César Araújo, livre após deixar o Orlando City, aparece como um “Plano B” viável. No entanto, o foco total é no argentino.
A chegada de Guido não seria apenas um reforço técnico, mas uma mensagem de força ao mercado e à torcida, mostrando que o Tricolor está disposto a brigar nas cabeças. A semana promete ser decisiva: ou o Grêmio convence o campeão do mundo a atravessar o Atlântico agora, ou terá que partir para uma opção mais modesta.