O Grêmio decidiu iniciar 2026 com uma estratégia agressiva no mercado, mirando dois pilares da era vitoriosa do Palmeiras: o goleiro Weverton e o meia Raphael Veiga. O Tricolor Gaúcho avançou nas tratativas com o estafe do arqueiro, buscando resolver a crônica instabilidade na meta tricolor. No entanto, a abordagem direta aos representantes do jogador, sem uma formalização prévia ao clube paulista, gerou um profundo mal-estar nos bastidores da Academia de Futebol.
Paralelamente, o Imortal mantém o sonho de contratar Raphael Veiga, mas esbarra em uma pedida financeira que pode ultrapassar os € 12 milhões (cerca de R$ 76 milhões), além da resistência do próprio Palmeiras em reforçar um rival direto.
A situação de Weverton é a mais quente, mas também a mais delicada politicamente. O goleiro tem conversas em andamento com o Grêmio por meio de seus empresários, sinalizando interesse na mudança de ares.
O problema é que o Palmeiras considera a postura gremista inadequada por tentar “pular a etapa” da negociação entre clubes. Com contrato renovado até dezembro de 2026, Weverton não sai de graça, e a diretoria alviverde, incomodada com o “atalho”, tende a endurecer qualquer facilitação para a liberação do ídolo.
A Sombra de Carlos Miguel e o Fim de Ciclo no Palmeiras
O interesse mútuo entre Weverton e Grêmio não nasce do nada. Existe um contexto técnico que empurra o goleiro para a porta de saída: a transição planejada pelo Palmeiras. Embora o clube não tenha recebido proposta oficial, o planejamento para 2026 envolve a ascensão de Carlos Miguel.
O gigante de 2,04m desponta como favorito para assumir a titularidade nesta temporada, o que colocaria Weverton, acostumado ao protagonismo e à Seleção, em uma inédita disputa de posição ou até no banco de reservas em seu último ano de contrato. Do lado do Grêmio, a necessidade é urgente: desde a saída de Marcelo Grohe em 2019, o clube não encontrou uma unanimidade, e Weverton chegaria com o status de solução definitiva.
Raphael Veiga: O Sonho de € 12 Milhões

Se tirar Weverton é difícil, tirar Raphael Veiga é uma operação de guerra. O meia também está no radar gremista, mas a barreira aqui é financeira e de projeto de vida. O Palmeiras não tem interesse em negociar o jogador no mercado interno e que o próprio Veiga prioriza uma transferência para a Europa caso deixe o Verdão.
Para sequer abrir conversas, o Palmeiras estabeleceu um piso de negociação em pelo menos € 12 milhões (R$ 76 milhões). O Grêmio teria que fazer uma engenharia financeira sem precedentes para convencer o clube paulista e, depois, convencer o atleta a trocar um projeto onde é ídolo por outro no Brasil, frustrando seu plano europeu.