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Grêmio oferece € 10 milhões por Raphael Veiga, mas Palmeiras exige mais

O mercado da bola de 2026 começou quente com uma disputa de gigantes envolvendo um dos maiores ídolos recentes do Allianz Parque. O Grêmio, sob nova direção técnica de Luís Castro, decidiu abrir os cofres para tentar tirar Raphael Veiga do Palmeiras. O Tricolor Gaúcho retomou os contatos e sinaliza com uma oferta que pode chegar a € 10 milhões (cerca de R$ 63 milhões).

No entanto, a diretoria alviverde segue irredutível. Para sequer sentar à mesa e conversar sobre a venda de seu camisa 23 para um rival nacional, o Palmeiras exige um piso de € 12 milhões (aproximadamente R$ 76 milhões). A diferença de valores parece pequena, mas esconde uma resistência estratégica do clube paulista em reforçar um concorrente direto.

A pedida de € 12 milhões é tratada nos bastidores como o “número mágico” de abertura. O Palmeiras não tem interesse ativo em vender Veiga, especialmente após a renovação de vínculo alinhada até o fim de 2027. Porém, a pressão exercida por Luís Castro, que vê no meia a peça fundamental para o funcionamento do seu esquema tático no Grêmio, mantém a negociação viva e a temperatura subindo a cada dia.

O Desejo de Luís Castro e o “Fator Felipão” no Grêmio

O interesse gremista não é apenas uma oportunidade de mercado; é um pedido expresso do comando técnico. Luís Castro chegou a Porto Alegre com contrato longo e carta branca para exigir reforços de peso. Embora o sonho de Veiga sempre tenha sido a Europa, o projeto gremista tenta seduzi-lo com protagonismo absoluto e um time montado ao redor dele.

Cesar Greco/Palmeiras

Além do treinador, o Grêmio conta com “agentes duplos” nos bastidores: Felipão, atual coordenador técnico, e o lateral Marcos Rocha, ex-companheiro de Veiga e hoje no elenco tricolor. A presença de figuras conhecidas e respeitadas pelo jogador é vista como um trunfo para convencê-lo a trocar São Paulo pelo Rio Grande do Sul, caso os clubes cheguem a um acordo financeiro.

Jogo Duro: Palmeiras não quer Reforçar Rival

A barreira final, e talvez a mais difícil de transpor, é a política do Palmeiras. Leila Pereira sabe que vender Veiga para o Grêmio é municiar um adversário direto por títulos da Libertadores e do Brasileirão.

O clube trabalha com a manutenção do meia como pilar do ciclo 2026. Para tirar Veiga do Allianz, o Grêmio terá que fazer uma proposta “irrecusável” — ou seja, chegar nos € 12 milhões ou até ultrapassar, talvez oferecendo uma estrutura de pagamento à vista que o Palmeiras não consiga ignorar. Enquanto a oferta estiver na casa dos € 10 milhões, a tendência é o Verdão agradecer e manter a porta fechada.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.