A virada de ano colocou o lateral-direito Renzo Saravia, de 32 anos, na prateleira dos “agentes livres” mais cobiçados da Série A. Após não chegar a um acordo de renovação com o Atlético-MG, o argentino ficou sem contrato e, nos últimos dias, seu nome foi oferecido à diretoria do Grêmio. Apesar da possibilidade de trazer um jogador experiente sem custos de transferência (pagando apenas luvas e salários), a tendência é que o negócio não avance na Arena.
O nome foi analisado, mas não empolgou a cúpula tricolor neste momento. O motivo não é técnico ou financeiro, mas sim estratégico: o Grêmio reavaliou suas necessidades para 2026 e a lateral direita deixou de ser uma urgência, esfriando qualquer investida imediata pelo ex-jogador do Galo.
A “Lista de Compras” de Luís Castro: Por que Saravia não é prioridade
A chegada do técnico Luís Castro mudou a bússola do Grêmio no mercado. O clube trabalha com um orçamento definido e posições carentes muito claras, onde o investimento será concentrado. Conforme apurado pelo ge, o planejamento atual foca em cinco reforços pontuais, e a lateral não está entre eles:
- Um goleiro;
- Um zagueiro;
- Um volante;
- Dois atacantes. Com esse desenho tático, gastar cartucho (e folha salarial) em uma posição que não é vista como crítica seria desviar o foco da “coluna vertebral” que o treinador português deseja montar.

João Pedro e Marcos Rocha: Lateral direita do Grêmio já tem donos
Outro fator que pesa contra a chegada de Saravia é a concorrência interna. O Grêmio entende que o setor está bem servido, mesclando vigor e experiência. O clube conta com João Pedro, que tem contrato longo até o fim de 2027, e recentemente acertou a contratação de Marcos Rocha, ex-Palmeiras, com vínculo até dezembro de 2026. Trazer Saravia significaria ter três laterais “titulares” para uma única vaga, criando um inchaço desnecessário na folha de pagamento e na gestão de vestiário.
Análise Moon BH: O Barato que Sai Caro
No futebol, nem tudo que é “de graça” vale a pena. Saravia é um ótimo lateral, mas para o Grêmio, hoje, ele seria um luxo desnecessário. Com João Pedro e Marcos Rocha, o setor está resolvido. Trazer Saravia apenas porque ele está livre seria cair na armadilha da “oportunidade de mercado” que drena recursos de onde realmente precisa (o ataque e a zaga, por exemplo).
A decisão de Luís Castro de travar o negócio mostra maturidade de gestão: foco no que falta, não no que sobra. Para Saravia, o melhor é buscar um time onde ele seja solução, não apenas mais um nome na lista.