O calendário não dá trégua nem mesmo durante o maior torneio de seleções do planeta. O Flamengo vai cruzar o oceano para realizar uma intertemporada bastante intensa na Europa. Tudo isso acontece bem no meio da pausa da Copa do Mundo. A agenda oficial foi finalmente fechada e promete testes de fogo. O clube carioca confirmou amistosos contra o River Plate, o Benfica e o time suíço Lausanne-Sport nas próximas semanas.
Os jogadores se preparam para uma rotina puxada. A diretoria enxerga a região do Algarve, em Portugal, como o refúgio perfeito. A ideia é afastar o elenco da pressão natural do Rio de Janeiro. Essa mudança de ares chega em boa hora para recuperar o foco.
O Moon BH apurou que a vitrine internacional não mira apenas na evolução física e tática dos atletas. Existe um projeto muito claro de expansão de marca no continente europeu. Expor o escudo rubro-negro contra rivais de peso atrai patrocinadores e movimenta o mercado da bola. O futebol moderno exige esse tipo de postura comercial o tempo todo.
A sequência de jogos em Portugal
A primeira parada é um clássico sul-americano disputado fora do continente. O embate contra o River Plate está marcado para o dia 3 de julho. Um duelo que sempre carrega muita eletricidade e rivalidade histórica. Cinco dias depois, o adversário será o Lausanne-Sport. O encerramento da turnê de treinamentos acontece em 11 de julho, em um grande jogo diante do Benfica.
De acordo com o comunicado do próprio clube, todos os confrontos vão ocorrer no Estádio Algarve. As datas foram totalmente espremidas para garantir tempo de recuperação entre os treinos físicos pesados e as partidas. O cronograma de viagens exige disciplina absoluta de todo o estafe.
Enfrentar adversários com ritmos de jogo tão diferentes é uma estratégia inteligente. A escola argentina cobra imposição defensiva. O estilo europeu exige compactação e transição cada vez mais rápida. O time vai precisar se adaptar rapidamente a cenários distintos.
O desafio de atuar sem força máxima

Fazer amistosos de peso é sempre excelente para o marketing. O problema real aparece dentro das quatro linhas. O clube cedeu os seus principais talentos para a disputa do Mundial. O treinador vai precisar montar um quebra-cabeça bastante complexo para conseguir competir. O objetivo principal é não expor o grupo a derrotas constrangedoras do outro lado do Atlântico.
Jogar contra o atual elenco do Benfica sem os craques absolutos do meio-campo é um risco. Mas é um risco calculado. A garotada da base vai precisar assumir a responsabilidade e mostrar serviço em campo neutro.
Para os tradicionais reservas, o cenário é o melhor possível no ano. Uma atuação de gala contra gigantes do exterior muda o status de qualquer atleta dentro do grupo. A comissão técnica vai observar cada passe e cada desarme. As portas da titularidade estão escancaradas para quem souber aproveitar a ausência dos selecionáveis. Quem vai ter coragem de chamar a responsabilidade para si nesta viagem?





