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Flamengo tem 3 jogadores para vender com nova regra do Brasileirão

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O futuro de Everton Cebolinha no Flamengo ganhou um novo capítulo, e a razão é puramente burocrática. O que antes seria um sinal de alerta para uma transferência nacional, agora virou margem de manobra graças a uma mudança importante no regulamento do Campeonato Brasileiro de 2026.

A regra que limitava a seis o número de partidas que um atleta poderia fazer por um clube antes de ser impedido de defender outra equipe na mesma edição foi ampliada. Agora, o limite é de 12 jogos. Como Cebolinha soma apenas sete partidas na Série A, ele ainda é considerado um ativo “livre” para o mercado interno, o que muda completamente a estratégia da diretoria rubro-negra para a janela de julho.

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O “Trio Negociável” de Leonardo Jardim

A flexibilização da regra de transferências colocou três pontas do elenco em uma zona de segurança para negociações com rivais brasileiros. Mesmo sendo utilizados com frequência por Leonardo Jardim, eles ainda estão distantes do teto de 12 jogos:

  • Everton Cebolinha: 7 jogos.
  • Gonzalo Plata: 8 jogos.
  • Luiz Araújo: 9 jogos.

Esse cenário é um “respiro” estratégico. O Flamengo não precisa afastar esses jogadores para preservar seu valor de mercado nacional. Jardim pode utilizá-los no rodízio necessário para dar conta da Libertadores e da Copa do Brasil, sabendo que, se uma proposta de clubes como Cruzeiro, Grêmio ou Atlético-MG chegar, o negócio ainda é juridicamente possível.

Os “Travados”: Quem já não sai para o Brasil

Se o trio ofensivo ainda tem as malas prontas para qualquer destino, outros pilares do elenco já atingiram o limite de permanência compulsória no Flamengo para esta edição do Brasileirão. Jogadores como Rossi, Léo Ortiz, Pedro e Samuel Lino já ultrapassaram a marca de 13 jogos e, por lei, não podem mais ser inscritos por outro clube da Série A em 2026.

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Outros nomes estão no limite técnico: Varela, Léo Pereira e Alex Sandro somam 11 partidas. Qualquer nova entrada em campo os “prenderá” ao Ninho do Urubu no que diz respeito ao mercado brasileiro, restando apenas a Europa ou o mundo árabe como rotas de saída.

Estratégia de Janela: Vender ou Manter?

Jogador Gonzalo Plata do Flamengo
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

A diretoria do Flamengo, liderada pelo departamento de futebol, agora tem o luxo do tempo. A análise para a janela de julho segue critérios distintos para cada um dos pontas negociáveis:

  1. Everton Cebolinha: Vive um fim de ciclo. A regra dá ao Flamengo o poder de esperar a melhor oferta, sem a pressa de “queimá-lo” no mercado interno. É a peça de reposição que mais gera interesse em outros grandes do país.
  2. Gonzalo Plata: Ganhou sobrevida com Jardim. Embora tenha mercado, sua melhora técnica recente o transformou em uma peça de rotação valiosa, e o clube só deve abrir conversas por valores que cubram o investimento inicial.
  3. Luiz Araújo: É o caso mais sensível. Com nove jogos, ele é o que está mais perto do limite. Sendo um ponta canhoto (perfil raro), o Flamengo pede alto para negociá-lo, especialmente com o interesse já manifestado pelo Atlético-MG em janelas anteriores.

O Impacto no Elenco

A manutenção dessa “janela aberta” para o trio ofensivo permite que o Flamengo mantenha a competitividade sem sacrificar o planejamento financeiro. Em um calendário que exige profundidade, ter jogadores do nível de Cebolinha e Luiz Araújo disponíveis, mas ainda negociáveis, é o melhor dos mundos para a gestão da SAF.

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Com o limite de 12 jogos, o Flamengo consegue gerir o desgaste dos titulares absolutos e, ao mesmo tempo, manter seus principais ativos de vitrine prontos para uma transferência que ajude a equilibrar o caixa ou financiar novas chegadas.

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Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.

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