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Flamengo recebe resposta do Athletico, que quer R$ 90 milhões por jogador

O nome de Kevin Viveros entrou de vez no radar do mercado brasileiro, mas o Athletico não quer transformar a boa fase do atacante em oportunidade para um rival direto. O clube paranaense recusou uma investida do Flamengo e trabalha com a expectativa de vender o colombiano ao exterior por valores que poderiam chegar à casa dos R$ 90 milhões. O caso, porém, ainda pede cuidado: o Rubro-Negro monitorava o jogador, mas sem proposta formal, o que mostra que o interesse está mais maduro do que a negociação em si.

Por que o Athletico endurece e sonha mais alto

A lógica paranaense é clara. O clube pagou US$ 5 milhões (cerca de R$ 27,5 milhões) para tirar Viveros do Atlético Nacional em 2025 — a contratação mais cara de sua história. Vender agora para o mercado interno só faria sentido por cifras muito acima desse investimento original.

Viveros tem 25 anos, assumiu a artilharia do Athletico em 2026 com seis gols, carrega contrato longo e ainda tem margem clara de valorização. O clube entende que o atacante pode entrar na trilha de outros jogadores cujo valor de mercado explodiu em ciclos curtos — e prefere esperar o exterior bater na porta com proposta mais alta.

O que o Flamengo enxerga no atacante

Do lado rubro-negro, o interesse faz sentido técnico. O Flamengo busca um centroavante para qualificar o elenco na próxima janela, mas estabeleceu um filtro importante: quer jogadores consolidados e evita apostas que exijam adaptação longa. Foi justamente por isso que o clube apenas monitorou Viveros sem avançar.

O colombiano agrada pelo desempenho, mas ainda não parece encaixar com perfeição no perfil de contratação imediata que a diretoria tenta montar. Se o preço realmente girar perto de R$ 90 milhões, a operação entra num patamar em que o Flamengo provavelmente vai exigir certeza quase total de rendimento — e isso pesa contra o negócio neste momento.

O choque de expectativas que trava tudo

O Athletico olha para Viveros como ativo em alta e fala como vendedor forte. O Flamengo olha como comprador e tende a comparar custo, risco e estágio de maturação. Hoje, os dois lados não se encontram — e dificilmente se encontrarão enquanto o clube paranaense mantiver a mira no exterior.

Por inferência, o cenário mais provável é esse: se Viveros continuar empilhando gols, a tese do Athletico se fortalece e o destino europeu ou norte-americano se torna mais concreto. Se houver oscilação ou se o Flamengo decidir subir o nível do investimento, a conversa muda de figura.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.