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Flamengo trava por Luiz Henrique, e preço de R$ 241 milhões esfria negócio

Luiz Henrique agrada no Flamengo, mas a conta assusta. O Zenit aceita discutir a saída do atacante, porém trabalha com uma pedida em torno de 40 milhões de euros — cerca de R$ 241 milhões. Nesse patamar, a operação é vista internamente como pesada demais, e a tendência é o clube não avançar nesses moldes.

O valor de mercado do jogador está bem abaixo disso. No Transfermarkt, Luiz Henrique aparece avaliado em 24 milhões de euros, o que expõe uma distância significativa entre a referência pública e a pedida russa. O Zenit se apoia no investimento feito para contratá-lo em 2025, quando pagou 35 milhões de euros ao Botafogo.

Por que a conta trava

O salário empurra ainda mais o negócio para cima. Estimativas da imprensa russa indicam que Luiz Henrique recebe 4 milhões de euros por temporada no Zenit, sem bônus — algo em torno de R$ 2,1 milhões por mês. Para o padrão do futebol brasileiro, é contrato de primeira prateleira e aumentaria consideravelmente o peso da folha rubro-negra.

Na prática, o problema não é só a compra. É sustentar um pacote premium de transferência, luvas e salário para um jogador de lado de campo. Mesmo com caixa forte, o Flamengo precisaria decidir se vale concentrar tanto dinheiro em uma única peça ofensiva. Esse tipo de investimento só faria sentido se o clube tratasse Luiz Henrique como contratação transformadora — não como mera reposição de elenco.

O que Luiz Henrique entrega em campo

Jogador Luiz Henrique
Foto: Vítor Silva/Botafogo

O atrativo técnico é claro. Luiz Henrique é ponta-direita, canhoto, forte no drible, nos duelos individuais e na criação quando recebe aberto pelo lado. Ele foi elogiado recentemente por trazer agressividade, desequilíbrio e criatividade pelo setor direito, com vantagem consistente no um contra um.

Não é apenas um velocista de linha de fundo. Consegue atacar por dentro, acelerar transições e dar o último passe. Esse pacote o torna um atacante capaz de mudar o ritmo da jogada sem depender de toque curto ou jogo apoiado — o tipo de ponta que empurra defesas para trás e abre espaços para quem chega por dentro.

Onde ele caberia no esquema do Flamengo

Por perfil, Luiz Henrique encaixaria como extremo de impacto no modelo atual do Flamengo, sobretudo partindo da direita para dentro. Daria ao time um atacante mais vertical, mais agudo e mais eficiente no duelo individual do que parte das opções hoje disponíveis.

O ponto central é que esse ganho técnico precisaria justificar um investimento fora da curva.

Sonho caro, negócio difícil

O cenário, por ora, é este: Luiz Henrique agrada, mas, no preço e no salário praticados hoje, está mais para sonho caro do que para negócio simples. O Flamengo acompanha a situação, mas não demonstra disposição para bancar a pedida atual do Zenit.

Em campo, o próximo compromisso do clube é contra o RB Bragantino, na quinta-feira, 2 de abril, às 21h30, no estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, pelo Brasileirão.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.