Erick Pulgar virou um caso sensível no Flamengo para a próxima janela internacional. Mesmo com contrato renovado até o fim de 2027, o volante passa a ter uma multa rescisória considerada baixa a partir de julho de 2026: US$ 6 milhões, cerca de R$ 31,5 milhões na cotação citada pelas reportagens mais recentes. O detalhe pesa porque não se trata de um nome periférico do elenco, mas de um jogador que segue no centro da estrutura rubro-negra.
O alerta cresce justamente pelo momento técnico do chileno. Em 2026, Pulgar aparece entre os jogadores mais utilizados do time e já foi apontado como o atleta de linha com maior minutagem do elenco em parte da temporada, reforçando sua importância mesmo depois das mudanças de comando. Ou seja: a cláusula cai não para um reserva questionado, mas para um dos pilares do meio-campo.
Por que a cláusula preocupa tanto
No papel, US$ 6 milhões não parecem um valor desprezível. No mercado internacional, porém, essa cifra é plenamente acessível para clubes de ligas médias da Europa, do Oriente Médio e até de centros emergentes com boa capacidade de investimento. É isso que transforma a cláusula em ponto de atenção real na Gávea.
A preocupação aumenta porque o Flamengo pode ficar exposto a perder um volante de espinha dorsal por um valor que não acompanha, necessariamente, seu peso técnico no time. Em mercado aquecido, basta um clube disposto a pagar para a discussão sair do campo teórico e virar problema esportivo em poucos dias. Essa é uma leitura analítica sustentada pelo novo valor da multa e pelo status atual de Pulgar no elenco.
O que mudou desde a renovação

O histórico recente ajuda a explicar por que o tema voltou com tanta força. Antes de renovar, Pulgar chegou a cogitar uma saída por não se sentir plenamente valorizado no cenário esportivo da época. A permanência ganhou tração depois da mudança de ambiente técnico em 2025, e o Flamengo oficializou a renovação até dezembro de 2027.
Só que a solução encontrada para selar o acordo virou, agora, uma fonte de pressão. A cláusula reduzida foi importante para destravar a renovação naquele momento, mas abre para 2026 uma brecha contratual relevante justamente em um atleta que o time não parece preparado para perder com facilidade.
O que o Flamengo deve fazer agora
O caminho mais lógico é tentar uma nova conversa contratual. Internamente, a tendência é o clube buscar uma recalibragem que aumente a proteção sobre o volante antes que a janela de julho transforme o assunto em ameaça concreta.
Na prática, o Flamengo tem três saídas. A primeira é renovar novamente e elevar a blindagem. A segunda é conviver com o risco e apostar que nenhuma investida virá. A terceira, mais dura, seria até discutir uma venda antes de julho para não correr o risco de perder poder de negociação. Hoje, a primeira alternativa parece a mais racional, porque perder Pulgar por esse valor teria cara de mau negócio técnico e de mercado. Essa conclusão é analítica, baseada no contrato, na cláusula e no papel do chileno no time.
O que isso diz sobre o planejamento rubro-negro
No fundo, o caso expõe uma fragilidade importante do planejamento do Flamengo. O clube montou um elenco caro e competitivo, mas ainda precisa evitar brechas contratuais justamente em jogadores de alto uso. Quando isso acontece, a margem de controle diminui bastante.