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Flamengo e Palmeiras: Bap e Leila Pereira concordam em mudar as regras do jogo

O futebol brasileiro está prestes a vivenciar a maior revolução estrutural de sua história recente. O movimento para a criação de uma liga única de clubes, que parecia definitivamente travado por vaidades e disputas comerciais, voltou a caminhar a passos largos. O grande símbolo dessa virada de chave é a reaproximação diplomática e estratégica entre Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e Luiz Eduardo Baptista, o Bap, figura forte nos bastidores do Flamengo.

Até poucos meses atrás, os dois mandatários operavam em rota de colisão frontal. Agora, com a reabertura do diálogo dentro da Libra e a mediação direta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF),

o ambiente nunca foi tão favorável para um acordo pacífico e abrangente que englobe todos os times do país.

O novo otimismo no eixo Rio-São Paulo

O fato novo que mudou a temperatura dos bastidores foi a drástica mudança de discurso de Bap. Após uma reunião decisiva realizada no Rio de Janeiro, que serviu como um verdadeiro ensaio de formação da liga unificada, o dirigente rubro-negro foi escolhido como um dos novos representantes do bloco nas negociações.

Rompendo com o ceticismo do passado, ele cravou que “nunca esteve tão otimista” com a possibilidade de uma parceria real com a CBF, sinalizando, inclusive, um forte entendimento com os clubes que hoje compõem a LFU (Liga Forte União).

A CBF sai da arquibancada e entra no jogo

O avanço das tratativas tem um motor institucional claro: a CBF deixou de ser uma mera observadora passiva. A entidade máxima do futebol nacional convocou os 40 clubes das Séries A e B para uma reunião de cúpula no dia 6 de abril, no hotel Hilton Barra, no Rio de Janeiro.

Presidente da CBF, Samir Xaud
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O objetivo do encontro é colocar as cartas na mesa e debater a unificação definitiva. A atual gestão da Confederação vem centralizando as discussões sobre governança e calendário, realizando imersões internacionais para estudar os modelos de sucesso da Premier League (Inglaterra), Bundesliga (Alemanha) e La Liga (Espanha).

A convergência passou a ser vendida aos presidentes não como uma opção, mas como uma modernização inevitável para salvar o produto “Campeonato Brasileiro”.

A pressão do “ficar de fora” contra Flamengo e Palmeiras

Quando os dois maiores times do país concordam em caminhar junto da CBF em uma proposta de liga única, fica difícil para os outros clubes negociarem alguma coisa fora do eixo.

Com o peso da CBF, principalmente desde que Samir Xaud assumiu a presidência, é quase certo que os demais clubes se unam para concordar com uma única Liga.

O realinhamento do mercado

Os efeitos dessa aproximação já são visíveis. Clubes que demonstravam instabilidade começaram a fincar o pé. O Grêmio, por exemplo, emitiu nota oficial confirmando a sua permanência na Libra e reiterando o compromisso com a construção de uma liga unificada “em alinhamento com a CBF”.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.