O Flamengo enfrenta o Cruzeiro nesta quarta-feira (11/3), às 21h30, no Maracanã, sem um dos jogadores que mais imprime intensidade ao time. Bruno Henrique não foi liberado para treinar com o grupo por causa de pubalgia e segue como desfalque confirmado — o que obriga Leonardo Jardim a reabrir disputas por vaga no setor ofensivo e ajustar o perfil do ataque rubro-negro.
O que o Flamengo perde sem Bruno Henrique
Bruno Henrique não é apenas um nome no trio de frente — é uma função específica que poucos jogadores do elenco conseguem cumprir. É ele quem entrega agressividade sem bola com pressão e perseguição constante, verticalidade atacando espaço curto e longo nos corredores, e presença aérea na área em jogadas de cruzamento.
Sem ele, o Flamengo tende a ficar mais técnico e menos “atropelador” — com mais troca de posição, combinações curtas e menos sprint constante pelo flanco. O time ganha em refinamento, mas pode perder em velocidade de transição.
Quem briga pela vaga: disputa real no ataque
Segundo o ge, o Flamengo trabalha com alternativas e há concorrência real pela posição. Paquetá e Everton Cebolinha brigam com Carrascal e Samuel Lino, enquanto Plata e Luiz Araújo correm por fora na disputa.

A tendência é Jardim manter Pedro como referência central e montar o entorno com pontas que entreguem condução e 1×1 — para compensar exatamente o que Bruno Henrique daria no ataque à profundidade. O jogo deve passar mais por cruzamentos, combinações curtas e chegadas de segundo homem do que por bolas esticadas para corrida.
O outro desfalque: Saúl segue fora
Além de Bruno Henrique, o Flamengo também não terá Saúl Ñíguez, em recuperação de cirurgia no calcanhar esquerdo. A baixa já vinha do Carioca e segue sem prazo definido de retorno. Com os dois fora, Jardim opera com o grupo reduzido justamente no setor mais criativo do elenco.
Como o Flamengo deve jogar: mais controle, menos pancada
O caminho mais natural para Jardim, sem Bruno Henrique, é buscar mais posse e controle com Arrascaeta, Jorginho e Pulgar na construção, amplitude pelos flancos com Cebolinha ou outro ponta incisivo e Pedro como ponto de finalização — concentrando o jogo em combinações e cruzamentos em vez de bolas esticadas para corrida.
O confronto contra o Cruzeiro é o primeiro de Jardim contra seu antigo clube.