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O prejuízo invisível do Flamengo com Cebolinha e Bruno Henrique: R$ 47 milhões

O torcedor do Flamengo comemorou a taça do Campeonato Carioca, mas nos escritórios da Gávea, um relógio financeiro perigoso não para de bater. Faltam pouco mais de três meses para o dia 1º de julho de 2026. É exatamente nesta data que Everton Cebolinha e Bruno Henrique entram nos seis meses finais de seus vínculos e ganham o direito legal de assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe, saindo de graça em dezembro.

Se a diretoria rubro-negra não renovar os contratos ou não efetuar uma venda antes dessa data, o clube sofrerá um baque patrimonial silencioso, mas milionário.

A matemática da perda: € 7,8 milhões evaporando

No mercado da bola, um jogador que sai de graça representa a extinção de um ativo. Utilizando as estimativas do portal Transfermarkt como base de avaliação, a dupla concentra uma “etiqueta” pesada que o clube deixará de monetizar:

  • Everton Cebolinha: Avaliado em € 7,0 milhões
  • Bruno Henrique: Avaliado em € 0,8 milhão
  • Total aproximado: € 7,8 milhões

Convertendo esse montante para a nossa moeda na cotação atual, o Flamengo vê um valor de mercado que beira os R$ 47 milhões sob o risco iminente de virar pó.

O peso real: Cebolinha é o verdadeiro “ativo” do Flamengo

Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo

É fundamental entender o que esses números significam na prática. A avaliação de Bruno Henrique é consideravelmente menor devido à sua idade (35 anos). Para o mercado, o camisa 27 é um jogador de impacto a curto prazo, cujas negociações giram muito mais em torno de luvas e altos salários do que de taxas de transferência entre clubes.

A verdadeira “pancada” financeira está em Everton Cebolinha. Com idade de mercado e futebol para ser titular em quase qualquer time do continente, ele é a moeda de troca real. Se Cebolinha assinar um pré-contrato e sair livre, o Flamengo perde integralmente a chance de transformar o seu futebol em dinheiro para os cofres do clube.

A diretoria rubro-negra está caminhando para uma perigosa zona de estrangulamento. Se o Flamengo não negociar a dupla na próxima janela e deixar o calendário virar para o mês de julho, perderá toda a sua alavancagem nas negociações.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.