HomeEsportesFlamengoA engenharia financeira para o Flamengo tirar Richarlison do Tottenham

A engenharia financeira para o Flamengo tirar Richarlison do Tottenham

O alerta soou nos escritórios da Gávea. Exatamente no momento em que o técnico Leonardo Jardim definiu a contratação de um centroavante como a prioridade máxima do Flamengo, uma oportunidade de ouro — e de alto custo — surgiu no mercado europeu. O atacante Richarlison decidiu que não quer seguir no Tottenham e já trabalha nos bastidores para encerrar seu ciclo no clube inglês ao fim da temporada europeia de 2025/26.

A diretoria rubro-negra sabe que depender de um único camisa 9 (Pedro) em um calendário massacrante é um risco incalculável. Do outro lado do oceano, o jogador da Seleção Brasileira busca uma mudança de ares para recuperar seu protagonismo. O casamento de interesses existe, mas o divórcio com os ingleses custa caro.

O adeus a Londres e a janela de julho

Segundo apurações da imprensa internacional repercutidas pela ESPN, as conversas para uma saída amigável no meio do ano já estão em andamento, mesmo com o contrato do “Pombo” vigente até junho de 2027.

O timing de julho é fundamental. É nessa janela que a Premier League costuma reformular seus elencos, e o Tottenham tende a adotar uma postura mais pragmática e flexível para negociar atletas que já não são considerados inegociáveis pelo seu departamento de futebol.

O que seduz o Flamengo (e o que trava o negócio)

Para o esquema de Leonardo Jardim, Richarlison seria a contratação dos sonhos: entrega mobilidade, pressão intensa na saída de bola, ataca os espaços com velocidade e possui a bagagem e a resiliência mental que a camisa do Flamengo exige.

Foto: divulgação

No entanto, o departamento financeiro rubro-negro encara três barreiras gigantescas para transformar a sondagem em realidade:

  • Preço de Transferência: A referência de mercado aponta para uma negociação na casa dos € 25 milhões (mais de R$ 150 milhões). Um valor que exige uma operação complexa de parcelamentos.
  • O Salário Inglês: A remuneração na Premier League é incompatível com o teto brasileiro. O negócio exigiria uma redução drástica por parte do atleta ou uma pesada engenharia de luvas e parceiros comerciais.
  • A Concorrência Árabe: Mercados periféricos, como a Arábia Saudita, têm fôlego financeiro para cobrir qualquer oferta carioca com facilidade, tirando o Brasil da pole position.

O desejo de Richarlison de deixar a Inglaterra é uma notícia que abala o mercado, mas a diretoria do Flamengo sabe que precisa agir com a calculadora na mão. A gestão atual tem tentado controlar os riscos financeiros após pesados investimentos recentes.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.