O ciclo de um dos heróis da base rubro-negra chegou ao fim. O zagueiro João Carbone, de 21 anos, rescindiu seu contrato com o Flamengo e foi anunciado oficialmente como reforço do FC Lugano, da Suíça, até junho de 2029. O Garoto do Ninho, que ficou marcado por converter o pênalti do título mundial sub-20 contra o Barcelona, deixa a Gávea sem custos de transferência agora, mas o Flamengo garantiu uma porcentagem de venda futura. A diretoria aposta que o defensor pode “estourar” na Europa e render milhões lá na frente.
Por Que Ele Saiu de Graça?
A saída foi uma solução de mercado.
- Idade: Carbone “estourou” o limite do sub-20 (21 anos).
- Espaço: O técnico Filipe Luís não contava com ele no planejamento do time principal para 2026.
- O “Cartão Vermelho”: Sua única chance no profissional foi traumática. No Carioca, contra o Volta Redonda, ele foi expulso em dez minutos. Isso pesou na avaliação interna.
O Que o Flamengo Ganha?

Ao invés de mantê-lo treinando separado e pagando salário, o Flamengo liberou o atleta para o Lugano, mas manteve uma fatia dos direitos econômicos (o percentual exato não foi divulgado). O Lugano viu valor no atleta: é um zagueiro canhoto, polivalente (faz lateral) e, crucialmente, tem passaporte italiano. Isso facilita sua venda para ligas maiores da Europa no futuro, onde o Flamengo lucraria sem fazer esforço.
O Legado na Base
Apesar da passagem relâmpago no profissional, Carbone sai com moral na base. Ele foi peça-chave na conquista da Copa Intercontinental Sub-20 de 2025, no Maracanã. A frieza ao bater o pênalti que derrubou o Barcelona ficará na memória de quem acompanha as categorias inferiores.
Análise Moon BH: Negócio Inteligente
O Flamengo agiu com a razão, não com a emoção. Carbone não teria espaço na zaga titular do profissional hoje. Segurá-lo seria queimar dinheiro.
Liberá-lo para a Suíça (uma porta de entrada clássica para a Europa) mantendo uma porcentagem é a jogada perfeita. Se ele vingar e for vendido por € 10 ou € 15 milhões daqui a dois anos, o Flamengo recebe uma bolada. Se não vingar, o clube economizou salários. É o tipo de “gestão invisível” que mantém o clube saudável. Boa sorte, garoto!