O Flamengo cansou de especulação barata. Diante do assédio recente de clubes da Turquia e da Rússia pelo zagueiro Léo Ortiz, a diretoria rubro-negra definiu um preço que serve mais como um muro do que como uma etiqueta de venda. O recado foi dado: quer tirar o defensor da Gávea? A conversa só começa em € 30 milhões (cerca de R$ 185 milhões). Menos que isso, o Flamengo nem atende o telefone.
O Recado ao Mercado: “Aqui Não é Balcão de Saldos”
A postura agressiva do Flamengo tem motivo. O clube sabe que Léo Ortiz é um ativo valioso, com contrato longo (até dezembro de 2028) e qualidade técnica de Seleção.
- A Comparação: Em 2025, o RB Leipzig (Alemanha) chegou a oferecer € 15 milhões (R$ 95 milhões). O Flamengo recusou.
- A Nova Realidade: Agora, o clube pede praticamente o dobro. Ao fixar o valor em R$ 185 milhões, o Rubro-Negro avisa que não tem necessidade de vender e que reposição de qualidade custa caro.
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Críticas x Valorização no Flamengo

A notícia surge em um momento curioso. Parte da torcida tem cobrado mais desempenho da zaga (pedindo passagem para nomes como Vitão), e o próprio Ortiz tem passado por controle de carga física no tornozelo. Mesmo assim, o mercado europeu vê o zagueiro como um “diamante”: saída de bola refinada e liderança. O Flamengo sabe disso e usa o interesse externo para valorizar seu patrimônio, ignorando a oscilação momentânea do início de 2026.
Venda “Premium” ou Nada
Para o negócio acontecer, três coisas precisam alinhar, e todas são difíceis:
- Proposta oficial na casa dos € 30 milhões (algo raro para zagueiros saindo do Brasil).
- Pagamento à vista ou com garantias bancárias fortes.
- Tempo hábil para o Flamengo contratar um substituto à altura.
O Flamengo faz o jogo de quem tem o cofre cheio. Pedir R$ 185 milhões por um zagueiro de 30 anos é uma forma educada de dizer “não queremos vender”.
É uma estratégia de proteção. Se algum clube turco louco pagar esse valor, o Flamengo faz a venda do século e renova a zaga com dinheiro sobrando. Se (o que é mais provável) eles correrem do preço, Léo Ortiz fica, a especulação morre e o time mantém sua espinha dorsal. Em ano de calendário apertado, estabilidade vale mais do que dinheiro de pinga. O Flamengo aprendeu a se comportar como gigante europeu: só vende pela multa ou por proposta irrecusável.