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Flamengo leva ‘toco’ de R$ 136 milhões de Jhon Arias, e Filipe Luís admite: ídolos não estão bem

O empate em 1 a 1 com o Internacional no Maracanã foi apenas a ponta do iceberg de uma quarta-feira (4) turbulenta no Flamengo. Enquanto a torcida vaiou o time após mais um tropeço no Brasileirão, os bastidores fervilharam com duas bombas: a recusa de um reforço milionário e o diagnóstico preocupante de Filipe Luís sobre seus principais atacantes.

A Gávea tentou, mas ouviu um “não”. O clube fez uma oferta astronômica de € 22 milhões (R$ 136 milhões) para tirar Jhon Arias do Wolverhampton. O motivo da recusa? A lealdade do colombiano ao Fluminense.

O “Toco” de R$ 136 Milhões ao Flamengo

A diretoria rubro-negra foi agressiva. Buscando um atacante móvel e de impacto, o Flamengo mirou Jhon Arias. O valor de R$ 136 milhões balançou o Wolverhampton, mas o jogador travou o negócio. Segundo nossa apuração, Arias recusou a possibilidade de defender o maior rival do clube onde é ídolo (Fluminense). A negativa expõe o desespero do Flamengo no mercado: o clube tem dinheiro (vide a compra de Paquetá), mas encontra barreiras para fechar com o “homem-gol” que falta.

Filipe Luís Abre o Jogo: “Não Estão no Auge”

Alexandre Vidal/Flamengo

Na coletiva pós-jogo, o técnico Filipe Luís não usou meias palavras para explicar por que Pedro e Bruno Henrique não rendem o esperado. “Nenhum dos dois está no auge físico”, disparou o treinador. A estratégia de colocar Bruno no início e Pedro no segundo tempo foi, na verdade, uma gestão de danos.

  • O Drama: Nenhum dos dois tem participação em gols em 2026.
  • A Causa: Pedro vem de três meses parado e Bruno busca ritmo. O time precisa de intensidade, e seus dois maiores artilheiros, hoje, não conseguem entregar pressão alta por 90 minutos.

A Busca pelo “9” Móvel

A investida em Arias não foi aleatória. O Flamengo quer um atacante diferente de Pedro: alguém que faça o “facão”, ataque a profundidade e tenha pulmão para marcar a saída de bola. O empate contra o Inter, onde o time foi salvo por um gol de Arrascaeta e quase perdeu no final, escancarou a necessidade de variação. O time ficou estático, previsível e fisicamente abaixo do rival gaúcho.

A procura desesperada por um atacante de R$ 136 milhões é a maior prova de que a diretoria e a comissão técnica não confiam plenamente na recuperação imediata de Pedro e Bruno Henrique.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.