O Flamengo não entrou na janela de 2026 para brincar. O clube rubro-negro assumiu o protagonismo absoluto do mercado e já comprometeu cerca de R$ 341 milhões em reforços. O carro-chefe, claro, é a volta histórica de Lucas Paquetá, a maior compra do futebol brasileiro.
Mas com a conta chegando, a pergunta que todo torcedor faz é: “Ainda tem dinheiro?” e “Quem vai sair?”. Com a janela aberta até 3 de março, a diretoria puxou o freio de mão nas compras e agora foca em bater a meta de vendas para equilibrar o caixa bilionário.
A Conta dos R$ 341 Milhões: Onde Foi o Dinheiro?
O Flamengo operou pesado, mas com engenharia financeira.
- Lucas Paquetá: € 42 milhões (R$ 260 milhões). O detalhe vital: o Fla paga € 15 milhões à vista e parcela o restante em 24 meses.
- Vitão: € 10,2 milhões (R$ 65 milhões). Zagueiro chega para ser pilar defensivo.
- Andrew: € 1,5 milhão (R$ 9,4 milhões). Aposta para o gol.
- Bônus Samuel Lino: R$ 8 milhões pagos por metas atingidas.
Acabou o Dinheiro? O “Teto” de R$ 1 Bilhão

O presidente Bap assustou o mercado ao dizer que o Flamengo teria capacidade para gastar até R$ 1 bilhão. Mas calma, Nação: isso é capacidade, não plano. A realidade de momento é “freio pisado”. O clube não prevê mais loucuras nesta janela, a menos que surja uma oportunidade de ouro. A meta agora é arrecadar R$ 256 milhões em vendas no ano para fechar a conta do faturamento projetado de R$ 1,8 bilhão.
A “Barca” de Saídas: Quem Pode Ir Embora?
Para a conta fechar e o elenco não inchar, o Flamengo colocou o bloco na rua.
- Iago (Quase Vendido): Zagueiro vai para o Orlando City por R$ 7,3 milhões (Fla mantém percentual).
- Allan (Travado): O Corinthians quer de graça, o Fla quer taxa. O negócio esfriou, mas o volante segue disponível se pagarem.
- Everton Cebolinha (Alerta Vermelho): Contrato acaba em dezembro. Ou renova, ou vende agora. O risco de sair de graça no fim do ano pressiona a diretoria a ouvir propostas.
- Wallace Yan (A Joia): Quase saiu para o Bragantino por R$ 62 milhões. Negócio travou, mas pode reviver a qualquer momento.
O Flamengo fez um movimento raro no Brasil: paga caro como europeu (Paquetá), mas protege o caixa com parcelamento inteligente. Ao mesmo tempo, endurece na venda (não libera Allan de graça).