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Flamengo exige R$ 51 milhões por Cebolinha, Grêmio trava no salário milionário

O namoro antigo entre Grêmio e Everton Cebolinha virou uma novela de suspense financeiro. O Tricolor Gaúcho quer o retorno do ídolo, e o Flamengo admite vender. O problema? A conta não fecha. Para liberar o atacante, o Rubro-Negro estipulou um “piso” de negociação na casa dos € 8 milhões (cerca de R$ 51 milhões).

Mas o buraco é mais embaixo: somando a taxa de transferência com o salário astronômico do jogador, o “pacote Cebolinha” vira uma operação de guerra para qualquer clube brasileiro.

O Muro de R$ 51 Milhões + Salário de Elite no Flamengo

O Flamengo não quer facilitar para um rival direto.

  • A Taxa: O clube carioca trabalha com a avaliação de R$ 51 milhões para recuperar parte do investimento feito junto ao Benfica.
  • O Salário: Aqui mora o perigo. Estimativas de mercado apontam que Cebolinha ganha cerca de R$ 1,2 milhão por mês.
  • A Conta Final: Um contrato de dois anos, somando compra e salários, pode custar ao Grêmio mais de R$ 80 milhões.

O “Relógio Bomba” do Contrato

O Grêmio joga com o tempo a seu favor. O contrato de Cebolinha no Rio vai até dezembro de 2026. Isso significa que, no meio deste ano, ele poderá assinar um pré-contrato e sair de graça. O Flamengo está pressionado: ou vende agora e faz caixa, ou segura o jogador e corre o risco de vê-lo sair pela porta dos fundos sem deixar um centavo, repetindo roteiros traumáticos recentes.

Vender ao Grêmio ou Segurar?

Foto: Adriano Fontes / CRF

Internamente, o Flamengo trata a saída como provável devido ao alto custo mensal e ao retorno esportivo oscilante em 2025. Porém, a diretoria adota a postura de “não queimar ativo”. Se a proposta do Grêmio não chegar perto do valor estipulado, o clube prefere manter o jogador no elenco a “doá-lo” para o Sul.

O impasse tem cara de jogo de paciência. O Grêmio tem um trunfo poderoso (o fim do contrato se aproximando) e sabe que, a cada dia que passa, o Flamengo perde poder de barganha.

Do outro lado, o Flamengo tenta equilibrar a planilha: se vender barato, assume o prejuízo da compra do Benfica; se não vender, assume o prejuízo do salário alto e da saída grátis. Para o Grêmio, pagar R$ 51 milhões + R$ 1,2 milhão de salário é loucura. A tendência é que os gaúchos esperem o Flamengo “piscar” e baixar o preço para não perder tudo. É menos uma negociação de futebol e mais uma disputa de nervos.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.