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Investida do Flamengo ignorada pelo Racing, que exige R$ 63 milhões por “carrasco”

O Flamengo tentou reabrir as portas para trazer um reforço de peso da Argentina, mas bateu de cara com uma exigência financeira surreal. O Racing foi direto e reto: para levar Santiago Sosa, o clube carioca terá que pagar US$ 12 milhões (cerca de R$ 63 milhões).

A pedida, divulgada pela DSports Radio, funciona como uma barreira quase intransponível. O clube de Avellaneda não quer negociar; quer receber o valor da multa ou manter o jogador. O Rubro-Negro, que já havia tentado a contratação no fim de 2025, volta a esbarrar no “preço de Europa” por um destaque sul-americano.

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O Racing trata Sosa como “invendável” por dois motivos simples:

  1. O Contrato: Ele tem vínculo até o fim de 2027. O clube argentino tem a faca e o queijo na mão e não precisa vender para fazer caixa urgente.
  2. A Versatilidade: Sosa é um jogador raro. Atua como zagueiro e volante com a mesma qualidade. Foi pilar do time na última Libertadores, inclusive enfrentando o Flamengo na semifinal, onde jogou até com fratura no rosto.

O Relógio Joga Contra o Mengão

Foto: Instagram

O Flamengo tem um inimigo além do preço: o tempo. A janela de transferências fecha no dia 3 de março. O Racing sabe que o Rubro-Negro tem pressa e dinheiro, o que inflaciona qualquer conversa. Outros clubes brasileiros também sondaram o atleta, o que ajuda os argentinos a manterem a régua lá no alto: “quem quiser, que pague a multa”.

Vai pagar ou desistir?

Para o negócio sair sem ser uma loucura financeira, o Flamengo teria que operar um milagre de negociação: convencer o Racing a aceitar um valor fixo menor com bônus por metas e parcelamento longo. Porém, a postura de Avellaneda é de quem não quer papo. Se o Flamengo não chegar perto dos R$ 63 milhões, Sosa continua vestindo azul e branco.

Essa pedida de R$ 63 milhões não é um convite para negociar, é uma mensagem clara de “não queremos vender”. O Racing sabe o que tem na mão: um pilar defensivo que segura o time.

Para o Flamengo, pagar esse valor à vista é transformar uma “oportunidade” em um investimento de risco altíssimo. Sosa é bom jogador, mas por R$ 63 milhões, ele precisa chegar, vestir a camisa, ser titular absoluto em duas posições e não sentir o peso do Maracanã. Se a diretoria aceitar pagar esse ágio só porque a janela está fechando, corre o risco de trazer um bom zagueiro pelo preço de um craque decisivo. E a torcida, como sempre, vai cobrar o recibo em campo.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.