A notícia de que o Atlético de Madrid desistiu de contratar Marcos Leonardo agitou as redes sociais rubro-negras. Imediatamente, o nome do atacante voltou a ser pedido pela torcida. Porém, a diretoria do Flamengo trata o assunto com uma dose cavalar de realidade: a chance de o negócio acontecer é praticamente nula.
O motivo tem nove dígitos: R$ 250 milhões. Esse é o custo da operação que inviabiliza qualquer investida, especialmente após o clube ter aberto os cofres para trazer Lucas Paquetá.
O Abismo de € 40 Milhões no Flamengo
O Atlético de Madrid negociava um empréstimo com opção de compra fixada em € 40 milhões (cerca de R$ 250 milhões). O negócio caiu de última hora devido à instabilidade na Liga Saudita (com críticas de Benzema e Cristiano Ronaldo ao projeto), mas o preço do ativo não mudou.
Para o Flamengo, esse valor é proibitivo. O diretor José Boto já foi claro ao afirmar que, após o esforço financeiro por Paquetá, o clube não fará novos investimentos “pesados”.
- O Teto: Boto sinalizou que o limite para novas chegadas seria algo entre 10 e 12 milhões de euros.
- A Realidade: Marcos Leonardo custa quase quatro vezes esse teto.
O “Efeito Paquetá”

A chegada do meia da Seleção Brasileira consumiu a maior parte do oxigênio financeiro desta janela. O Flamengo entende que já fez sua “contratação galáctica” da temporada. Trazer Marcos Leonardo nos moldes exigidos pelo Al-Hilal seria comprometer o orçamento de anos futuros. Mesmo que fosse um empréstimo, a opção de compra futura transformaria o negócio em uma “bomba-relógio” financeira que o clube não está disposto a armar agora.
O Que Seria Necessário? (O Improvável)
Para essa história sair do campo do “delírio” e virar negociação, o cenário teria que mudar drasticamente:
- Saldão Saudita: O Al-Hilal teria que aceitar emprestar “de graça” e fixar um valor de compra muito abaixo dos € 40 milhões que pagou ao Benfica.
- Corte Salarial: O jogador teria que abrir mão dos vencimentos astronômicos da Arábia.
- Mudança de Rota: O Flamengo teria que rasgar o planejamento anunciado por Boto e Bap.
Esse rumor nasce de uma lógica emocional (“se o Atlético não quis, sobra pra nós”), mas o mercado não funciona assim quando o ativo vale R$ 250 milhões. O cancelamento na Europa não transforma Marcos Leonardo em uma pechincha; apenas adia a novela.