O ciclo de Michael no Flamengo chegou ao fim de forma antecipada. Em vez de uma venda tradicional, clube e jogador optaram por uma rescisão amigável. O atacante fica livre no mercado imediatamente, abrindo mão do vínculo que iria até dezembro de 2028. A decisão estratégica da diretoria priorizou o alívio na folha salarial em detrimento de uma taxa de transferência. Ao liberar o jogador, o Flamengo deixa de receber dinheiro agora, mas estanca um custo fixo milionário que se arrastaria por mais três anos.
A Conta da Economia no Flamengo: Alívio de até R$ 18 Milhões
O principal motivo para a rescisão é o alto custo mensal de um jogador que estava fora dos planos de Filipe Luís. O mercado estima o salário de Michael entre R$ 1,3 milhão e R$ 1,5 milhão.
Ao encerrar o vínculo, o Flamengo projeta a seguinte economia anual (apenas em salário-base):
- Cenário Conservador: ~R$ 15,6 milhões/ano.
- Cenário Realista: ~R$ 18,0 milhões/ano.
Se somados os encargos trabalhistas (13º, férias, FGTS), o “custo total” que deixa de existir pode ultrapassar a casa dos R$ 20 milhões anuais.
O “Custo” da Saída de Michael
A rescisão não foi gratuita. Havia uma pendência financeira entre as partes: Michael cobrava cerca de R$ 2 milhões referentes a luvas (bônus de assinatura) de seu retorno em 2024.
Segundo apuração, houve um acordo financeiro (“meio-termo”) para quitar essas pendências e liberar o atleta. O Flamengo aceitou pagar para resolver o problema, trocando um passivo futuro gigante por um acerto imediato.
Por que não vender?
O “pacote Michael” (salário alto + contrato longo) tornou-se um obstáculo para vendas no mercado nacional. Clubes interessados, como o Santos, esbarravam nos vencimentos do atleta.
Ao aceitar a rescisão, Michael ganha o passe livre para negociar luvas e salários maiores diretamente com seu próximo destino — a tendência é um retorno à Arábia Saudita (clubes como Al Ula e Al Shabab estão interessados), onde a janela ainda permite inscrições.
A rescisão de Michael é um movimento clássico de “gestão de danos”. O Flamengo percebeu que manter um reserva de luxo com salário de titular até 2028 seria um erro financeiro muito maior do que deixá-lo sair de graça agora.