O Flamengo deu o sinal verde para encerrar a segunda passagem de Michael pelo clube. A diretoria rubro-negra aceitou a proposta do Al-Ula, da Arábia Saudita, fixada em US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 18 milhões). A parte dos clubes está resolvida: o Flamengo quer vender e os sauditas querem pagar. Agora, a bola está com o atacante. A transferência só será concretizada se Michael aceitar as condições salariais e contratuais oferecidas pelo time do Oriente Médio.
Por que o Flamengo aceitou vender?
A decisão de liberar Michael passa diretamente pelo planejamento de Filipe Luís. O atacante perdeu espaço na rotação do elenco e, com contrato longo (até 2028), tornou-se um ativo caro para ficar no banco.
- Desempenho: Em 2025, Michael teve participação discreta no Brasileirão (15 jogos, 1 gol e 3 assistências), números abaixo do esperado para seu custo mensal.
- Oportunidade: Receber R$ 18 milhões à vista por um reserva de 29 anos é visto internamente como um excelente negócio para aliviar a folha e fazer caixa.
O Entrave: O Acerto com Michael

Para o negócio sair, o Al-Ula precisa convencer o jogador. Recentemente, uma negociação com o Santos travou justamente na parte financeira: Michael cobra cerca de R$ 2 milhões em luvas atrasadas do Flamengo.
A expectativa é que o dinheiro saudita seja suficiente para cobrir essas pendências e oferecer um salário atrativo, resolvendo o impasse que o mercado nacional não conseguiu solucionar.
Quem é o Al-Ula?
O destino provável de Michael não é um dos “quatro grandes” da Arábia Saudita (donos de Neymar, CR7, etc.). O Al-Ula FC disputa a segunda divisão saudita, mas opera com um projeto agressivo de investimento para subir à elite rapidamente. Eles buscam em Michael o impacto esportivo imediato e a grife de um jogador vindo do Flamengo para alavancar a imagem do clube.
A venda por R$ 18 milhões é a “saída perfeita” para o Flamengo. O clube resolve um problema de gestão de elenco (um reserva de luxo com contrato até 2028) e ainda lucra com a transferência.