O status de Everton Cebolinha no Flamengo mudou radicalmente em questão de semanas. De envolvido em uma proposta de troca recusada pelo Cruzeiro, o camisa 11 voltou a ganhar moral, se colocou como candidato a “titular de vez” e agora negocia uma renovação contratual para não ficar livre no mercado no meio do ano.
A discussão nos bastidores da Gávea agora é financeira: qual o preço para segurar o atacante sem estourar o teto do vestiário?
A Dança dos Números: Até onde o Flamengo paga?
Hoje, o custo mensal de Cebolinha é estimado no mercado em cerca de R$ 1,2 milhão (entre carteira e imagem). Para renovar, a tendência natural é de valorização.
O cenário mais realista trabalhado nos bastidores aponta para um reajuste que coloque o pacote mensal entre R$ 1,4 milhão e R$ 1,6 milhão. Esse valor reconhece a importância do atleta, mas mantém uma distância segura do “teto extremo” do clube.
Para chegar ao patamar de R$ 1,8 milhão — valor estimado do pacote de ídolos máximos como Bruno Henrique —, Cebolinha precisaria de uma combinação rara de metas atingidas e protagonismo absoluto, algo difícil de justificar para um jogador que o clube aceitou negociar recentemente.
O “Não” do Cruzeiro mudou tudo

A renovação ganha urgência porque o plano A falhou. O Flamengo chegou a oferecer € 24 milhões (R$ 155 milhões) + Cebolinha + 10% de mais-valia ao Cruzeiro, mas a Raposa recusou.
Sem a saída, Filipe Luís reintegraram o jogador ao planejamento principal. Agora, o risco é contratual: se não renovar logo, ele entra na zona de perigo onde poderia assinar um pré-contrato com outro clube a partir de julho. Há divergência sobre o estágio das conversas — o Terra (via Venê Casagrande) diz que já começaram, enquanto o ge prega cautela —, mas a intenção de estender o vínculo é mútua.
Análise Moon BH: O Dilema do Cheque
O Flamengo vive um dilema curioso. Pagar salário de “supercraque” (acima de R$ 1,5 mi) para Cebolinha agora soa contraditório, já que há um mês a diretoria topou usá-lo como moeda de troca.
A solução inteligente para o Rubro-Negro é fugir do aumento fixo exagerado. O melhor modelo é manter o salário base próximo do atual e compensar com luvas (bônus de assinatura) e metas agressivas por títulos e jogos. Assim, o clube segura o ativo, o jogador se sente valorizado, e o vestiário não inflaciona com um novo salário “top tier” para alguém que ainda busca regularidade definitiva.