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Flamengo decide entre “Vender ou Perder” Iago de graça para a MLS

A “Fábrica de Craques” do Flamengo enfrenta mais um momento de decisão pragmática. Iago, zagueiro de 20 anos e capitão da geração campeã da Libertadores e do Mundial Sub-20, está com um pé fora da Gávea. A negociação com o Orlando City, da MLS, avançou rapidamente nas últimas horas e agora depende apenas do “sim” final do presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap), após reunião com o diretor José Boto.

A saída não é técnica, é estratégica. Com contrato válido apenas até o fim de 2026, o Flamengo se viu em uma encruzilhada: segurar um talento que não tem espaço no time de Tite (bloqueado por Léo Ortiz, Léo Pereira, Fabrício Bruno, etc.) ou fazer caixa enquanto o ativo ainda é valorizado.

Por Que a Venda no Flamengo Acelerou Agora?

Existem três motores empurrando Iago para os Estados Unidos:

  1. A Ampulheta do Contrato: O vínculo termina em dezembro. A partir de julho, Iago poderia assinar um pré-contrato e sair de graça. Para o Flamengo, vender agora na janela de janeiro é a última chance de monetizar a formação do atleta de forma segura.
  2. O “Engarrafamento” na Zaga: Apesar de ser visto como promissor e ter liderança nata (marcou gol em final), Iago “estourou” a idade do sub-20. No profissional, a fila é longa e qualificada. Sem perspectiva de minutos reais, sua valorização estagnaria no banco de reservas.
  3. A Vitrine do Carioca: Os três jogos que ele fez no Estadual serviram como o “showroom” final. O mercado viu que ele está pronto fisicamente, o que despertou o interesse agressivo da MLS, liga especializada em comprar jovens sul-americanos para revenda.

O Papel de Bap e o “Upside”

Foto: Divulgação/ Conmebol

A bola está com o presidente. Bap e José Boto precisam alinhar os detalhes finais. O grande segredo dessa negociação não é o valor fixo agora, mas a mais-valia (percentual de revenda). Como o Orlando City é um clube “trampolim” (compra para vender para a Europa), o Flamengo precisa garantir uma fatia gorda de uma futura transferência. É a lógica de vender o jogador, mas manter um pedaço do “potencial”.

Análise Moon BH: Racionalidade Necessária

A torcida costuma chiar quando uma joia da base sai sem brilhar no profissional, mas o caso de Iago é de gestão de risco. Ficar com ele apenas para compor elenco, correndo o risco de perdê-lo de graça no fim do ano, seria amadorismo. A venda para a MLS, se bem amarrada com cláusulas de performance e revenda, é a saída honrosa e lucrativa para todos. O Flamengo ganha dinheiro, o jogador ganha carreira e o Orlando ganha o reforço. Às vezes, o sucesso da base também é saber a hora certa de dizer adeus.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.