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Flamengo explica único motivo de não ter fechado com Paquetá até agora

A vitória no “Clássico dos Milhões” contra o Vasco na noite desta quarta-feira (21) serviu de palco para uma revelação ainda maior nos bastidores do Maracanã. O diretor executivo do Flamengo, Luiz Carlos de Azevedo (o Boto), quebrou o protocolo do silêncio e decidiu falar, pela “primeira e última vez”, sobre o sonho de repatriar Lucas Paquetá.

Em um tom de sinceridade rara no futebol brasileiro, o dirigente confirmou o que a torcida mais queria ouvir: o Flamengo quer o jogador, e o jogador quer voltar para o Flamengo. Porém, o “final feliz” esbarra em um obstáculo de centenas de milhões de reais chamado West Ham.

A declaração de Boto foi um misto de esperança e choque de realidade. Ao admitir publicamente que “ele quer muito vir”, o Flamengo joga a pressão para cima do clube inglês, mas também pede paciência à Nação. A operação é tratada internamente não como uma contratação, mas como uma guerra de desgaste que pode durar a janela inteira. Até Vini Jr está torcendo para o amigo voltar.

O Acordo (Quase) Feito e a “Terceira Parte”

O Flamengo já fez sua parte. O jogador já fez a dele. O problema é quem tem a caneta e o contrato. Boto foi cirúrgico ao explicar onde o negócio trava:

  • O Desejo Mútuo: “É sabido, não vamos esconder, que nós queremos muito ter o Paquetá, e ele quer muito vir.”
  • O Vilão: “Mas em todas as negociações há uma terceira parte (West Ham), e ela não está muito convencida de vender o Paquetá.” Traduzindo: os ingleses, que pagaram uma fortuna pelo meia, não estão dispostos a liberar seu camisa 10 por valores “brasileiros” ou por empréstimo simples, mesmo com a vontade do atleta.

“Não é Football Manager”

Foto: Divulgação/West Ham

A frase mais forte da entrevista foi um recado direto aos ansiosos de plantão. Boto citou o famoso simulador de futebol para explicar a complexidade da operação. “Vamos ter que ter alguma paciência, não é como Football Manager”, disparou. No mundo real, tirar um titular da Premier League envolve:

  1. Convencer o West Ham a aceitar um prejuízo contábil ou estruturar uma venda parcelada a perder de vista.
  2. Lidar com salários em libras que precisam ser convertidos para a realidade do Rio de Janeiro.
  3. Vencer a resistência de um clube que não precisa vender para fazer caixa.

Avanços Significativos

Apesar do banho de água fria sobre a velocidade do negócio, Boto deixou uma porta escancarada. Ele citou que o clube teve “avanços significativos”. Isso indica que o Flamengo já ultrapassou a barreira do “impossível” e agora discute o “difícil”. Se o West Ham aceitou sentar para ouvir (mesmo não estando convencido), é porque a estratégia do Flamengo de usar a vontade do jogador está começando a surtir efeito.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.