O Flamengo decidiu elevar o nível de ambição para a temporada 2026 e traçou um plano audacioso que conversa diretamente com a promessa de potência financeira feita pelo presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap). Após encontrar dificuldades no mercado interno em janeiro (como na tratativa por Kaio Jorge), a diretoria rubro-negra virou os canhões para a Premier League, mirando a janela do meio do ano. Os alvos são de grife internacional: Richarlison, do Tottenham, e Gabriel Jesus, do Arsenal.
A ideia é utilizar o orçamento bilionário citado pelo mandatário — que afirmou ter condições de gastar até R$ 1 bilhão em reforços — para trazer um “camisa 9” midiático, capaz de entregar desempenho esportivo de elite e dominar as manchetes, recuperando o protagonismo do clube no noticiário.
O Flamengo monitora a situação de ambos os atacantes visando uma investida pesada em julho, quando a temporada europeia se encerra e as negociações com clubes ingleses tendem a ser mais flexíveis. A avaliação interna é de que, para “virar a chave” do projeto, o clube precisa de um nome que chegue com status de titular de Seleção Brasileira.
A busca por um atacante de mobilidade e pressão atende a um pedido tático da comissão técnica, mas também serve como uma resposta política de força ao mercado, mostrando que o discurso de Bap não é apenas retórica, mas capacidade real de compra.
Richarlison: O “Pombo” de R$ 3 Milhões Mensais

O nome de Richarlison agrada pelo perfil de entrega e carisma. Taticamente, ele oferece a pressão alta e a agressividade na área que Filipe Luís valoriza. No entanto, a operação é financeiramente colossal.
- O Custo: Estima-se que o salário do atacante gire em torno de R$ 2,95 milhões por mês.
- O Obstáculo: O contrato com o Tottenham vai até junho de 2027, o que exigiria uma compra definitiva ou um empréstimo com compensação financeira robusta.
- O Físico: Uma lesão recente na coxa, que deve tirá-lo de combate por sete semanas, pode baixar o preço de mercado ou facilitar uma liberação, mas também acende o alerta no departamento médico rubro-negro sobre o “apetite de risco” da contratação.
Gabriel Jesus e a Sombra do Palmeiras

Gabriel Jesus seria o encaixe tático perfeito: um camisa 9 que sabe sair da área, criar jogadas e associar com os meias. Porém, o Flamengo não está sozinho nessa corrida. O Palmeiras, clube formador de Jesus e rival direto na hegemonia financeira do Brasil, também monitora a situação. A presença do Verdão no retrovisor transforma o interesse em uma potencial guerra de mercado.
Jesus também tem contrato até 2027 com o Arsenal e salários de patamar inglês. Além disso, o histórico recente de lesões (como a do ligamento cruzado em 2025) exige cautela. Contudo, a possibilidade de repatriar um jogador desse nível é vista na Gávea como o movimento definitivo para consolidar o elenco mais forte das Américas.
Análise Moon BH: O Golpe Midiático
O Flamengo de Bap precisa de um “troféu” no mercado. A tentativa frustrada por Kaio Jorge expôs que ter dinheiro não basta; é preciso ter o timing e o alvo certo. Richarlison e Gabriel Jesus são mais do que reforços técnicos; são ativos de marketing. Trazer o “Pombo” ou o ex-menino da Vila (agora estrela do Arsenal) seria a materialização do discurso de “R$ 1 bilhão”.
É o tipo de contratação que para aeroporto, vende camisa e cala a boca da oposição. Mas o risco é alto: ambos vêm de histórico médico recente complicado e custam uma fortuna mensal. Se o Flamengo acertar a mão, muda de patamar. Se errar, compromete a folha por anos. A guerra fria com o Palmeiras por esses nomes será a novela de 2026.