A novela Lucas Paquetá caminha para seus capítulos finais com contornos de drama e tensão máxima em Londres. Informações de bastidores indicam que o meia brasileiro não compareceu aos treinos do West Ham nesta segunda (12) e terça-feira (13), intensificando os rumores de uma ruptura total com o clube inglês. Com rumores sobre volta ao Flamengo, seu nome ficou em alta.
A ausência nas atividades, somada ao pedido para não atuar na partida anterior da FA Cup, é interpretada como um movimento de força do jogador para obrigar a diretoria dos Hammers a aceitar a negociação com o Flamengo. Em meio a esse cenário de “greve” não oficializada, as diretorias agendaram uma reunião presencial decisiva, prevista para a próxima sexta-feira, 16 de janeiro de 2026.
Este encontro deve ser o fiel da balança. O Flamengo, ciente do desejo do atleta, tenta encontrar um denominador comum financeiro. O problema é que o West Ham fixou uma pedida inicial astronômica: € 60 milhões (cerca de R$ 376 milhões).
O Rubro-Negro, por sua vez, trabalha com um teto de operação na casa dos € 40 milhões (R$ 250 milhões). A reunião de sexta-feira servirá para ver quem cede: se os ingleses baixam a guarda diante da insatisfação do jogador ou se o Flamengo encontra uma engenharia criativa para subir a oferta sem implodir seu orçamento.
O “Nó” de R$ 126 Milhões no Flamengo por Paquetá
A diferença entre o que o West Ham pede (R$ 376 mi) e o que o Flamengo quer pagar (R$ 250 mi) é de R$ 126 milhões. Em condições normais, o negócio seria inviável. Porém, o contexto do West Ham é desesperador. O clube ocupa a 18ª posição na Premier League, lutando contra o rebaixamento.

- O Dilema Inglês: Manter Paquetá à força pode significar ter um craque desmotivado em um elenco que precisa de união para não cair.
- A Visão do Técnico: Nuno Espírito Santo resiste à venda, considerando o brasileiro peça-chave, mas a ausência nos treinos enfraquece seu argumento.
- O Prejuízo: Cair para a segunda divisão inglesa custaria ao West Ham mais de £ 100 milhões em perdas de receita, o que torna a venda de Paquetá (para fazer caixa e reinvestir agora) uma opção dolorosa, mas racional.
A Estratégia do Fla: Paciência e Sedução
O Flamengo joga com o relógio e com a vontade do atleta. Enquanto a janela europeia fecha no início de fevereiro, a brasileira vai até março. Isso permite ao clube carioca esticar a corda. O “sim” de Paquetá já está garantido há tempos. A estratégia de Marcos Braz e companhia é usar a insustentabilidade da permanência de Paquetá em Londres como alavanca para reduzir o preço.
Se o jogador não treina e não joga, ele vira um “ativo tóxico” no vestiário. A aposta rubro-negra é que, na reunião de sexta-feira, o West Ham prefira garantir € 40 milhões garantidos (mais bônus futuros) do que ficar com um problema milionário nas mãos.