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Flamengo deu chapéu histórico no Botafogo para fechar com Andrew? O que mudou

O Flamengo agiu rápido e de forma letal no mercado para garantir seu novo goleiro, aplicando um “chapéu” no Botafogo. O Rubro-Negro encaminhou a contratação de Andrew, destaque do Gil Vicente (Portugal), firmando um pré-contrato válido por quatro temporadas. O arqueiro de 24 anos, que tinha uma proposta do rival alvinegro na mesa, optou pelo projeto da Gávea.

Agora, a diretoria trabalha em uma nova frente: convencer os portugueses a liberar o atleta imediatamente, antecipando sua chegada para janeiro de 2026, em vez de esperar o fim do vínculo europeu em junho.

O acordo entre Flamengo e o estafe do jogador está selado. O clube carioca venceu a concorrência oferecendo um contrato mais longo (quatro anos contra três do Botafogo) e um pacote financeiro superior. Para ter Andrew “para ontem”, o Flamengo aceita pagar uma compensação financeira ao Gil Vicente e até deixar um percentual dos direitos econômicos com o clube português.

A estratégia é evitar que o time fique com o elenco desguarnecido na posição durante o primeiro semestre, garantindo uma sombra de qualidade para Agustín Rossi desde o início da temporada.

A “Espionagem” de Filipe Luís e Boto no Flamengo

A contratação não foi um tiro no escuro. Houve um processo de observação criterioso in loco. O técnico Filipe Luís e o diretor de futebol José Boto viajaram a Portugal recentemente e assistiram a uma partida do Gil Vicente contra o Sporting.

Foto: Divulgação

A presença da cúpula rubro-negra no estádio foi decisiva para bater o martelo sobre o nome de Andrew. O goleiro teve uma atuação segura, o que convenceu a comissão técnica de que ele é o perfil ideal: jovem (24 anos), com experiência europeia (joga lá desde 2021) e pronto para assumir a responsabilidade caso Rossi não possa atuar.

Por que o Botafogo perdeu?

O Botafogo tinha a vantagem inicial, inclusive com a identificação de base, mas perdeu tração na reta final. O projeto apresentado pelo Flamengo, somado à agressividade na negociação, pesou na decisão do atleta. O otimismo rubro-negro para a liberação imediata é alto, pois o Gil Vicente sabe que perderá o ativo de graça em junho.

Receber algum dinheiro agora é melhor do que nada. Além disso, o Flamengo ofereceu um cenário de competitividade interna que, paradoxalmente, atraiu o jogador: disputar posição no clube de maior investimento do país, mesmo sabendo que Rossi é o titular atual, foi visto como um desafio de carreira mais atraente do que a proposta do rival.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.