O planejamento do Flamengo para entregar um novo centroavante ao técnico Filipe Luís sofreu dois golpes duros nas últimas 24 horas. O clube carioca, que busca uma alternativa para variar o estilo de jogo de Pedro, viu seus dois principais alvos ficarem inalcançáveis em meio a uma guerra de valores e rivalidades.
No fronte doméstico, a negociação por Kaio Jorge colapsou diante da exigência astronômica do Cruzeiro, fixada em € 50 milhões (cerca de R$ 324 milhões). Já no cenário internacional, o sonho de contratar Taty Castellanos acabou com o jogador assinando com o West Ham, da Inglaterra, em uma operação de € 29 milhões (R$ 184 milhões) — com direito a uma “alfinetada” pública dos ingleses nas redes sociais.
A diretoria rubro-negra chegou a oferecer um pacote robusto por Kaio Jorge, totalizando € 32 milhões (R$ 207 milhões) entre dinheiro, o passe de Everton Cebolinha e percentuais futuros. A resposta da Raposa, porém, foi encerrar as tratativas e ameaçar acionar a Fifa por assédio, alegando que o Flamengo insistiu no contato com o atleta mesmo após as recusas. Sem o “Plano A” e sem o “Plano B”, o Rubro-Negro volta à estaca zero pressionado pela torcida e pelo relógio da janela.
“O Alvo é Nosso”: A Provocação do West Ham ao Flamengo

Se perder Kaio Jorge foi uma derrota política, perder Taty Castellanos foi um choque de realidade financeira. O argentino, que era monitorado há tempos pelo Flamengo, fechou com a Premier League. A postagem do West Ham no anúncio oficial, que viralizou imediatamente. O clube inglês escreveu em português:
“O alvo é dos outros, ele é nosso”. A frase foi interpretada como uma resposta direta ao interesse público do Flamengo, que transformou a busca pelo atacante em novela. Além da provocação, o valor da venda (€ 29 milhões) mostra que competir com a libra esterlina por jogadores em idade de auge na Europa segue sendo uma tarefa quase impossível para clubes sul-americanos.
Análise Moon BH: O Preço da Publicidade
O erro do Flamengo não foi sonhar com Kaio Jorge ou Castellanos; foi deixar a busca virar reality show. Quando um clube rico anuncia aos quatro ventos que quer um jogador, o preço dobra. O West Ham tripudiou porque pôde. Eles têm o dinheiro da liga mais rica do mundo e levaram o jogador sem novela.
Já o Cruzeiro usou o Flamengo para dar um recado de força: “aqui vocês não compram”. O Flamengo sai desse episódio menor do que entrou. Tem o cofre cheio, mas foi usado de vitrine pelos ingleses e de exemplo de resistência pelos mineiros. Agora, vai ter que gastar muito mais em um “Plano C” para tentar apagar a má impressão.