O Flamengo continua a sua varredura no mercado em busca de um atacante para rejuvenescer o elenco em 2026, e um nome conhecido dos rivais entrou no radar. Kauã Elias, “Cria de Xerém” e atualmente no Shakhtar Donetsk, é uma das alternativas monitoradas pelo departamento de futebol rubro-negro.
A informação, que circula nos bastidores, aponta para uma fase de avaliação e sondagem, sem proposta oficial formalizada até o momento. A ideia do clube da Gávea é aumentar a concorrência interna e trazer peças com vigor físico para suportar o calendário, mas o alvo em questão está protegido por uma barreira financeira europeia.
Segundo o jornal O Dia, não há negociação avançada, mas o nome agrada. No entanto, tirar o jovem de 19 anos da Ucrânia é uma tarefa hercúlea. O Shakhtar não costuma facilitar a saída de suas promessas, especialmente aquelas recém-contratadas com status de investimento pesado, a menos que o lucro seja garantido e imediato.
A Barreira dos € 19 Milhões ao Flamengo: O Preço da Joia
O principal obstáculo para o Flamengo não é convencer o jogador, mas sim a matemática do Shakhtar. O clube ucraniano pagou uma fortuna para tirar Kauã Elias do Fluminense recentemente. A operação de compra: foram € 17 milhões fixos + € 2 milhões em bônus, totalizando cerca de R$ 113 milhões na época, por 90% dos direitos econômicos.
Para abrir conversas, o Shakhtar exigiria, no mínimo, recuperar esse investimento. Com contrato assinado até 31 de dezembro de 2029, os ucranianos têm total controle da situação e não precisam vender, a menos que uma proposta “padrão Europa” chegue à mesa.
Análise Moon BH: O Preço da Rivalidade e do Mercado
Tentar contratar Kauã Elias seria um movimento audacioso do Flamengo por dois motivos: técnico e “político”. Trazer uma joia revelada pelo Fluminense seria um golpe de impacto. Porém, a realidade financeira é um muro. O Shakhtar é um clube vendedor, mas vende para a Premier League ou La Liga, não de volta para o Brasil seis meses ou um ano depois, a menos que o jogador tenha fracassado — o que não é o caso de Kauã.