O Flamengo iniciou 2026 com uma postura irredutível em relação ao seu comando de ataque: Pedro não está à venda – barato. A diretoria rubro-negra definiu internamente que o camisa 9 é peça intocável do projeto esportivo e só aceitaria abrir conversas diante de uma proposta fora da curva, tratada nos corredores do Ninho do Urubu como “estratosférica”. A segurança para endurecer o jogo vem de um cofre cheio e de um histórico recente onde o clube provou que dinheiro “comum” não tira seus ídolos.
O mercado já testou essa resistência recentemente. O Flamengo recusou uma proposta oficial de US$ 20 milhões (cerca de R$ 110 milhões) vinda do exterior, possivelmente do Al-Rayyan, do Catar.
A negativa serviu como um recado claro: para tirar o artilheiro do Rio de Janeiro, não basta apresentar valores altos; é preciso apresentar valores que mudem o patamar financeiro do clube e garantam uma reposição imediata e de mesmo nível, algo raríssimo no futebol sul-americano.
Contrato até 2027 e “Poder de Veto”: O Flamengo tem a chave da prisão
A tranquilidade da diretoria passa pela situação contratual confortável. Pedro renovou seu vínculo em 2023, assinando até dezembro de 2027. Isso significa que o Flamengo não tem nenhuma pressão de prazo para vender e detém total controle sobre o futuro do atleta.
De acordo com o ge, internamente o jogador é tratado como “praticamente inegociável”. O presidente Rodolfo Landim e o vice de futebol Marcos Braz mantêm a linha de que o assédio externo é natural, mas a porta de saída está trancada. A estratégia é simples: blindar o elenco para dar a Filipe Luís as melhores ferramentas possíveis em 2026.
Salário acima de R$ 1 milhão: O custo de manter uma estrela
Além da multa rescisória e da vontade do clube, a questão salarial funciona como uma segunda barreira para interessados. Os vencimentos de Pedro superam a casa de R$ 1 milhão por mês. Isso filtra drasticamente os possíveis destinos. Clubes brasileiros dificilmente conseguiriam compor uma oferta que pagasse a taxa de transferência exigida pelo Flamengo (acima de R$ 150 milhões, por exemplo) e ainda mantivesse o padrão salarial do atleta.

- Valor de Mercado: O Transfermarkt avaliava o jogador em € 22 milhões (R$ 143 milhões) no fim de 2025. Para o Flamengo, vender por menos que isso seria, na prática, desvalorizar seu principal ativo ofensivo.
Kaio Jorge e Lesões: A busca por reforços não significa adeus a Pedro
A movimentação agressiva do Flamengo no mercado, como a tentativa de comprar Kaio Jorge do Cruzeiro por valores recordes, gerou especulações sobre uma possível saída de Pedro. No entanto, a leitura interna é de “soma”, não de “substituição”. Pedro vem de um fim de temporada marcado por lesões (fratura no antebraço e problema muscular).
O clube entende que precisa de profundidade de elenco para suportar o calendário. Trazer outro atacante caro é uma forma de proteger o time quando Pedro não estiver disponível, e não um sinal de que ele será vendido. Se Pedro sair, será pela exceção financeira, não por planejamento esportivo.